Decisão do Banco de Portugal altera contas à recapitalização da CGD

Banco de Portugal alargou o prazo para que os bancos considerados “sistémicos” possam constituir uma reserva de fundos

A decisão desta tarde do Banco de Portugal em dilatar os prazos para os maiores bancos em Portugal constituírem novas reservas de fundos próprios vai ter influência nas contas à recapitalização de que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) será alvo, apontou Mário Centeno, ministro das Finanças, na audição de hoje na comissão parlamentar de inquérito ao banco público.

O supervisor bancário comunicou ao início da noite que decidiu alargar o prazo para que os bancos considerados sistémicos constituam as novas reservas de fundos próprios, reservas essas que deviam entrar em vigor a 1 de janeiro de 2017. No caso da CGD, essa obrigação implicava um reforço de 600 milhões de euros ao balanço já este ano. Agora, o banco público terá que constituir o 1% da reserva exigido apenas em 2019.

Apesar da decisão do supervisor ter surgido ao mesmo tempo em que decorria a audição de Mário Centeno, os deputados questionaram o ministro sobre a mesma. O governante apontou então que este aligeirar era "uma boa notícia" e que teria implicações nas contas ao aumento de capital do banco público.

Esta alteração nos requisitos prudenciais, aliás, até acabou por ir de encontro ao que Mário Centeno foi defendendo ao longo da audição de hoje, tendo referido por diversas vezes aos deputados que o valor da recapitalização ainda não está fechado - e esta alteração nas exigências é mais uma das rubricas que influenciará o valor final.

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