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DeGema. Trinta lojas para chegar de Braga a Lisboa

Milton Araújo fundou com o irmão a DeGema. Fotografia: Rui Oliveira/Global Imagens
Milton Araújo fundou com o irmão a DeGema. Fotografia: Rui Oliveira/Global Imagens

A hamburgueria artesanal, que tem Braga como berço, quer levar a pronúncia do norte até à capital

A DeGema, hamburgueria artesanal com pronúncia do norte, desenhou um plano de negócios que prevê a criação de uma rede de 30 lojas entre Braga e Lisboa. Milton e Marcelo Araújo, irmãos e fundadores da marca, recusam assumir datas para a concretização do projeto, mas já andam de olhos postos na capital. O objetivo é claro: “Queremos ser uma marca nacional.”

Com oito hamburguerias em operação, a DeGema prepara-se agora para estender a cadeia a Aveiro. Segundo Milton Araújo, esta loja servirá de projeto-piloto para abrir dois ou três espaços “de uma só assentada” na capital. E porquê? Tudo o que é vendido nos restaurantes de DeGema é produzido em Braga, terra natal dos irmãos Araújo e berço da marca.

Os molhos, a carne picada, o pão, os gelados artesanais são fabricados e preparados na unidade bracarense, que abre portas às quatro da manhã e às seis tem de ter tudo pronto a ser distribuído pelos restaurantes. Para Milton Araújo resolver a distribuição até Aveiro será essencial para chegar à capital. E já pôs mãos à obra para assegurar que os produtos chegam a tempo e em total conformidade a territórios mais distantes.

Os irmãos Araújo, a terceira geração na área da restauração, assumem que o projeto está fechado em Braga, onde exploram três unidades, e que o caminho é reforçar no Grande Porto (de quatro para oito) e abrir uma em cidades de menor dimensão, caso de Aveiro, Coimbra e Guimarães. Há ainda um restaurante em Vila do Conde. As outras 15 unidades estão projetadas para Lisboa, onde “as rendas estão estupidamente altas”, diz.

Precisa-se funcionários
Até ao momento, já investiram três milhões de euros, excluindo os imóveis, sendo que Milton Araújo contabiliza um dispêndio médio por abertura de 200 a 220 mil euros. Segundo avançou, o projeto é desenvolvido com capitais próprios e só há novas apostas quando o conceito está a funcionar e o mercado tem capacidade. Já empregam 140 pessoas.

A DeGema surgiu em 2013, em Braga, em pleno centro histórico. Dois anos mais tarde, expandiram a pronúncia do norte para o Porto e levaram o conceito de ementa: cada hambúrguer é designado por uma expressão idiomática do local. Em Braga, pode ser “Mais belho que a Sé” ou “Bacas entre o milho”. Já no Porto, destaca-se o “Andor bioleta” e o “Ganda sostra”. Para facilitar, porque os menus são iguais em todas as lojas, são também identificados por números.

Segundo Milton Araújo, a DeGema oferece qualidade e diversidade (há hambúrgueres vegan, de frango e salmão) a um preço competitivo. O travão ao crescimento do negócio são os recursos humanos. “Temos um serviço descontraído, mas cuidado” e isso exige determinadas competências, que não têm sido fáceis encontrar no mercado. “No verão, foi dramático.” A DeGema prevê fechar o ano com vendas de 5,4 milhões de euros, que compara com os 4,2 milhões de 2017, quando explorava seis unidades.

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