Telecomunicações

Dense Air. “Há um atraso no 5G em Portugal”

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Empresa está a negociar com a Anacom uma reconfiguração do espectro que detém. NOS e Vodafone avançaram com ação contra o regulador por atrasos no 5G.

“Há um atraso no 5G em Portugal”, admite Paul Senior, CEO da Dense Air, num encontro com jornalistas para a apresentação da estratégia de 5G da companhia, que decorreu esta quinta-feira em Lisboa, na sede da filial portuguesa da empresa controlada pela japonesa SoftBank.

A Dense Air detém uma frequência nos 3,5 Ghz, necessária para o desenvolvimento da quinta geração móvel em Portugal, e que motivou uma ação da NOS e da Vodafone contra a Anacom, acusando o regulador de atrasar o desenvolvimento do 5G pela forma como geriu este dossier, noticiou o Jornal Económico.

Paul Senior recusa a ideia de que o atraso do 5G em Portugal se deva ao tema das frequência detida pela Dense Air, mas porque a mudança de faixas da TDT não aconteceu, o que só deverá acontecer a partir de janeiro, segundo o cronograma da Anacom.

“Mal haja um plano para as frequências 5G estamos prontos para lançar os nossos serviços”, assegurou o responsável global da empresa.

Portugal é um dos cinco países, juntamente com a Irlanda, Bélgica, Nova Zelândia e Austrália, onde a Dense Air detém frequências necessárias para o desenvolvimento do 5G. No mercado nacional têm, até 2025, uma licença na frequência dos 3,5 Ghz, ativo que tem motivado, há pelo menos 18 meses, conversas com a Anacom.”Não lhe chamaria uma negociação, eles são o regulador”, diz Tony Boyle, diretor-geral da empresa em Portugal.

Os responsáveis da Dense Air deixam uma certeza: “Estamos disponíveis para libertar o espetro.” Ou seja, “estamos a reconfigurar a forma como o espetro está organizado”, diz Paul Senior. O CEO da Dense Air não adianta detalhes, mas acredita que uma resolução está para breve. “Estamos muito perto desse processo estar concluído.” Para quando? “Espero que antes do Natal”, diz. Um presente de Natal, portanto. “Seria mais um presente de Natal para os consumidores portugueses”, atira Tony Boyle, diretor-geral da Dense Air Portugal.

A “magic box” da Dense Air

A Dense Air fornece serviços de intensificação de rede móvel no interior. “Tendemos a construir rede onde a capacidade de rede móvel é pobre”, explica Paul Senior. A empresa instala, por exemplo em edifícios onde a cobertura móvel é fraca, caixas ‘plug and play’, para melhor o sinal de rede que cobre até 2 mil metros quadrados, rede que pode ser usada pelos operadores de telecomunicações. Situação que pode ser replicada igualmente nas zonas rurais.

“Somos os transportadores dos operadores. Não concorremos com eles, funcionamos de forma complementar, é esse o nosso negócio”, diz Paul Senior. E qual tem sido a recetividade dos operadores? “Acredito que eles respeitam o serviço”, diz Tony Boyle.

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