Depois dos alimentos, o Governo agora quer taxar frigoríficos

Frigoríficos pouco eficientes vão pagar
Frigoríficos pouco eficientes vão pagar

Depois do novo imposto sobre os alimentos, o Governo quer agora criar mais uma taxa, desta vez sobre os equipamentos que consumam demasiada energia.

Na mira estão os frigoríficos, máquinas de lavar roupa e loiça, secadores de cabelo, vidros, caixilhos e até pneus, ou seja, todo o tipo de equipamentos de classe energética B, C ou D e que são, por norma, mais baratos.

Segundo apurou o Dinheiro Vivo, esta medida – que alarga a taxa já existente para as lâmpadas menos eficientes – ainda está em estudo e por isso não sabe de quanto poderá ser este imposto.

Contudo, tal como acontece hoje nas lâmpadas incandescentes e de mercúrio (as menos eficientes), a taxa a cobrar será definida consoante o valor do equipamento, ou seja, num secador de cabelo será menos que numa máquina de lavar ou que num frigorífico.

Seja como for, estes equipamentos, que hoje são mais baratos que os de classe A (que consomem meno energia) vão, inevitavelmente, ficar mais caros, tal como aconteceu com as lâmpadas.

Se se tratar de uma lâmpada incandescente – as mais normais – a taxa acresce 41 cêntimos ao preço final que é de cerca de três euros por duas unidades. Já no caso de uma lâmpada de mercúrio, as mais comuns em iluminação pública, a taxa é de 6,77 euros num valor final de cerca de 200 euros.

Nova taxa apoia metas do Estado na energia

O objectivo do Governo com esta nova taxa é, tal como nas lâmpadas, incentivar à compra de equipamentos que gastem menos, contribuindo assim para a redução do consumo de energia prevista na política energética do Governo divulgada esta semana.

De acordo com o documento que revê o plano para a eficiência energética e o plano para as energias renováveis, as metas para 2020 passma por reduzir o consumo de energia em 25%, para 22,5 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep), e ainda atingir 8,7 GW de capacidade renovável instalada.

É por isso que esta nova taxa servirá ainda, segundo apurou o Dinheiro Vivo junto de fonte próxima do processo, “para alavancar os investimentos” necessários para atingir estas metas e para as quais o Estado deverá precisar de perto de 830 milhões de euros.

De acordo com o documento do Governo disponibilizado no site do Direção Geral de Energia, o plano para as renováveis é o que representa a maior fatia de investimento, cerca de 492 milhões de euros. Já o plano para a eficiência energética precisará de cerca de 337 milhões.

Fora deste bolo estão os privados, que aplicarão a maior parte do dinheiro já que o objetivo do Estado é “retirar-se gradualmente destes investimentos”. É por isso que, no novo plano para a energia, a filosofia é apostar em medidas de baixo custo para o Estado e rever todas que representem um pesado investimento.

É o caso do apoio de cinco mil euros “à compra de carros elétricos ou do lançamento de novos concursos para todos os tipos de energias renováveis, que foram congelados até, pelo menos, 2014.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Lisboa. MÁRIO CRUZ/LUSA

Défice externo até julho agrava-se para 1633 milhões de euros

Lisboa. MÁRIO CRUZ/LUSA

Défice externo até julho agrava-se para 1633 milhões de euros

EDP. (REUTERS/Eloy Alonso)

Concorrência condena EDP Produção a multa de 48 milhões

Outros conteúdos GMG
Depois dos alimentos, o Governo agora quer taxar frigoríficos