Descontos nas ex-Scut tiram 200 milhões de receitas. IP pede ajuda ao Estado

Líder da gestora da ferrovia e da rodovia salienta que, desde 2012, há 200 milhões de euros em descontos nas antigas autoestradas sem custos para o utilizador.

Os descontos nas portagens das ex-Scut vão provocar uma perda de receita de 200 milhões de euros à Infraestruturas de Portugal (IP). A gestora da rede rodoferroviária nacional alega que não tem capacidade para acomodar esses descontos e pede ajuda ao Estado.

"Se a IP não receber 200 milhões por via das portagens, vai ter de as receber de outra forma. Eu não tenho onde tirar 200 milhões de euros das despesas para compensar a falta de receitas de portagem que venham a ser feitas", avisa o presidente da IP, António Laranjo, em entrevista à edição desta sexta-feira do Jornal de Negócios.

A empresa lembra que os descontos introduzidos desde 2012 "representam já cerca de 200 milhões de euros" e que "foram gradualmente sendo absorvidos e incorporados".

No Orçamento do Estado para este ano foram introduzidos dois novos descontos nas antigas autoestradas sem custo para os utilizadores: desde 11 de janeiro, há 25% de redução de preço ​​​​​​​nas portagens para os veículos das classes 1 e 2 a partir da oitava viagem em 11 autoestradas (A4, A13, A17, A22, A23, A24, A25, A28, A29, A41 e A42).

Os descontos são maiores para os veículos de transporte de passageiros e de mercadorias: 35% nas viagens entre as 8h e as 19h59; 55% de desconto entre as 20h e as 7h59 do dia seguinte e aos fins de semana e feriados.

Para beneficiarem destes descontos, os condutores terão de instalar um dispositivo eletrónico do tipo Via Verde. Os veículos de transporte de passageiros e de mercadorias terão de pedir um certificado junto do Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Durante a votação na especialidade do Orçamento do Estado para 2021, os partidos aprovaram a proposta do PSD para aplicar 75% de desconto nas portagens para os carros elétricos e não poluentes e 50 % para os restantes automóveis na A22, A23, A24 e A25, bem como nas concessões da Costa da Prata, Grande Porto e do Litoral Norte. A pedido do Governo, o Tribunal Constitucional está a verificar a legalidade destes descontos.

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