Despedimento coletivo na TAP abrange 78 pessoas

CEO da TAP, presente em audição parlamentar, deixou claro que a companhia sempre apoiou a Groundforce e que vai "apoiar todos os cenários que permitam um futuro risonho".

A presidente executiva da TAP não esconde que o processo de despedimento coletivo tem sido "complicado" e, durante a audição parlamentar desta terça-feira, indicou que o despedimento vai abranger 78 trabalhadores, menos quatro que as últimas informações.

"Este processo tem sido muito complicado, mas temos de facto um processo de despedimento coletivo de 78 pessoas", afirmou a presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, perante os deputados da Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 e do processo de recuperação económica e social, onde foi ouvida esta tarde.

A informação tornada pública em agosto era que o despedimento coletivo abrangia 82 trabalhadores.

O processo de despedimento coletivo na TAP arrancou no final de julho. E, na altura, o número de funcionários a sair por esta via eram 124: 35 pilotos, 28 tripulantes de cabina, 38 trabalhadores da manutenção e engenharia e 23 funcionários da sede.

TAP sempre apoio a Groundforce

A CEO da TAP defendeu ainda, em resposta a questões levantadas pelos deputados, que a companhia sempre apoiou a empresa de handling Groundforce - onde tem uma participação na casa dos 49% - e que assim vai continuar.

"A TAP sempre apoiou esta empresa. E apoiou-a quando houve a necessidade de pagar os salários. Foi uma situação muito difícil, mas tivemos de procurar solução que fosse diferente das tradicionais. A Groundforce é um parceiro estratégico porque trata do nosso handling e queremos que seja uma empresa forte e eficiente. Dia 22 de setembro, na assembleia de credores, vamos estar atentos e apoiar todos os cenários que permitam um futuro risonho", apontou.

Após a TAP ter pedido a insolvência da Groundforce e os tribunais a terem decretado, foram nomeados gestores de insolvência. Na próxima semana, vai realizar-se uma assembleia de credores da Groundforce.

Segundo noticiado por vários órgãos de comunicação, entre os credores estão a TAP - a quem a Groundforce devia, em 30 de junho, 13,5 milhões de euros - a ANA (a quem devia 12,8 milhões de euros), a Prosegur (177 mil euros), a Iberlim (140 mil euros), a UCS (125 mil euros), Climex (126 mil euros), MEO (52 mil euros) e Eurest (49 mil euros).

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