Trabalho

Despedimentos coletivos atingiram mais de 2 mil pessoas até julho

Ribeirão, 29/01/2018 - Os Administradores de insolvência da empresa têxtil "Ricon", e representante da "Gant" em Portugal, comunicou esta manhã aos trabalhadores o  despedimento coletivo, e o encerramento das oito empresas do grupo em falência e liquidação.
(Ivo Pereira/Global Imagens)
Ribeirão, 29/01/2018 - Os Administradores de insolvência da empresa têxtil "Ricon", e representante da "Gant" em Portugal, comunicou esta manhã aos trabalhadores o despedimento coletivo, e o encerramento das oito empresas do grupo em falência e liquidação. (Ivo Pereira/Global Imagens)

Os despedimentos coletivos aumentaram 18,5% nos primeiros sete meses do ano, revelam os dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho.

O número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos nos primeiros sete meses do ano aumentou 18,5% face ao mesmo período do ano passado, atingindo 2.510 pessoas, revelam dados da DGERT.

Os dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT) revelam que de janeiro a julho deste ano ocorreram 183 processos de despedimento coletivo, número que compara com 243 no mesmo período do ano passado.

Porém, o número de trabalhadores que perderam o emprego nestes processos foi de 2.510 nos primeiros sete meses de 2018, contra 2.118 no período homólogo.

Os 183 processos de despedimento coletivo até julho ocorreram sobretudo nas pequenas empresas (78) e nas microempresas (74), seguindo-se as médias (23) e as grandes empresas (8).

Apesar do balanço acumulado dos primeiros sete meses revelar um aumento do número de trabalhadores despedidos, o mês de julho registou uma descida de 71% comparativamente ao mesmo mês do ano passado.

Em julho foram abrangidos pelo despedimento coletivo 139 trabalhadores (contra 483 em julho de 2017), num total de 27 processos comunicados à DGERT, o que representa menos 23% de processos face ao mês homólogo.

O número de trabalhadores abrangidos no mês de julho de 2018 é o mais baixo desde pelo menos 2012, ano em que Portugal estava sob a intervenção da ‘troika’ e em que se registou o valor mais alto de sempre, com 10.488 trabalhadores despedidos neste âmbito.

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