Despesa total com inovação chegou aos 2,6 mil milhões de euros em 2018

Inquérito comunitário à inovação revela que, em três anos, 32,4% das empresas portuguesas teve alguma atividade ligada à inovação.

Entre 2016 e 2018, quase um terço das empresas (32,4%) com um mínimo de dez pessoas ao serviço tiveram algum tipo de atividade ligada à inovação, revela o Inquérito Comunitário à Inovação, divulgado esta sexta pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Por categoria, foi a combinação de inovação de produto e/ou processo aquela que teve maior representatividade, com 31,4%. Já 23% das empresas desenvolveu somente inovação de produto e 28% inovação de processo.

As empresas de maiores dimensões, com pelo menos 250 trabalhadores, revelaram um maior peso na área da inovação empresarial (61,5%). Por atividade económica, é o setor da Informação e Comunicação quem mais gastou em inovação (57,4%) ao longo do período de tempo analisado, seguido pelas atividades financeiras e de seguros (45,4%) e indústria (37,8%).

No final de 2018, as empresas portuguesas gastaram 2,6 mil milhões de euros com a área da inovação, algo que corresponde a 3,2% do VAB (valor acrescentado bruto) das empresas com pelo menos dez pessoas. Do montante total, 1200 milhões de euros corresponderam a despesas com I&D desenvolvidas internamente. Já 1141 milhões de euros estão ligados a outras despesas de inovação. O menor valor, de 257 milhões de euros, foi contabilizado para atividades de investigação desenvolvidas fora da empresa.

As empresas com mais de 250 trabalhadores contabilizam os maiores gastos: estas companhias representaram mesmo 46% do total da despesa de inovação do país em 2018, com 1204 milhões de euros.

Em 2018, o INE aponta que 11,2% do volume de negócios das empresas resultou da introdução de produtos novos ou melhorados no mercado.

Entre 2016 e 2018, as empresas que tiveram gastos com atividades de inovação deram primazia às soluções desenvolvidas internamente (7,5%). Só 4% contratou serviços de I&D (investigação e desenvolvimento) a outras empresas ou organizações.

Ainda assim, a grande maioria das empresas com pelo menos dez trabalhadores indicou que não teve qualquer atividade de inovação (67,6%).

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