DHL quer usar Lisboa para chegar a Angola e ao Brasil

A DHL Express, que há dias inaugurou o novo terminal de carga no aeroporto do Porto (5,3 milhões de investimento), está disponível para “replicar em Lisboa” esta aposta, mas “em maior dimensão”. O objetivo é transformar Portugal “numa placa giratória da Europa para o Norte de África, Angola e Brasil, em vez de ser apenas um terminal de chegada e partida de mercadorias”, refere o diretor-geral da DHL.

“Portugal, pela sua posição estratégica e pelo conhecimento de fundo que tem destes mercados, poderia funcionar como centro de distribuição, o que daria outro movimento aos aeroportos, mais movimento de carga ao país e mais emprego”, diz Américo Fernandes.

E o que falta, então, para avançar? Na prática, falta que o Aeroporto de Lisboa disponibilize uma área para o terminal. “Temos abordado esta questão com as autoridades e tem havido recetividade. Todos entendem a importância que tem este serviço para a competitividade das empresas e do país”, diz.

A DHL Portugal está preparada, assegura, para arrancar com o investimento ainda este ano, se possível. “A construção seria o mais rápido”, garante o responsável. Renovada foi também toda a frota automóvel, um investimento de 3,2 milhões, realizado igualmente só com capitais próprios.

Com uma faturação superior a 60 milhões em 2011, a DHL “é um parceiro fundamental” dos exportadores, designadamente para o transporte de amostras. França é o principal destino (mais de 120 toneladas), seguindo-se a Alemanha (mais de 80 mil quilos). Para Angola foram 20 mil quilos e para o Brasil 12 mil.

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