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Dia avança com despedimento de 2100 pessoas após prejuízos de 352 milhões

Em Portugal, o grupo Dia explora as lojas Minipreço. Fotografia: Rui Oliveira/ Global Imagens
Em Portugal, o grupo Dia explora as lojas Minipreço. Fotografia: Rui Oliveira/ Global Imagens

Em Portugal, onde explora as lojas Minipreço, o grupo registou quebra nas vendas para 808 milhões

O grupo Dia vai avançar com um despedimento coletivo em Espanha, que irá afetar no máximo 2100 pessoas. Este processo de rescisões insere-se no Plano Estratégico 2018-2023, que acabou de ser divulgado no site da Comissão Nacional del Mercado de Valores (CNVM). A retalhista fechou o exercício de 2018 com prejuízos de 352,6 milhões de euros.

Em Portugal, onde o grupo opera com as marcas Minipreço e Clarel, não há referência a despedimentos. A operação em território nacional gerou no ano passado vendas brutas de 808 milhões de euros, uma quebra de 3,1% face a 2017.

No comunicado enviado esta sexta-feira, à CNMV (entidade reguladora do mercado mobiliário), o grupo avança que o despedimento coletivo irá “afetar as sociedades Dia e Twins em Espanha” e justifica que esta decisão “tem por objetivo assegurar a sustentabilidade futura da companhia”.

Dívida cresce
O grupo fechou o exercício de 2018 com uma dívida de 1.452 milhões de euros, um aumento de 500 milhões face ao homólogo. As vendas atingiram os 7.288 milhões, uma quebra de 11,3%. Já o EBITDA ajustado situou-se nos 338 milhões, uma descida de 34,8%. O ano encerrou com prejuízos de 352,6 milhões, que compara com os lucros de 101,2 milhões gerados em 2017.

“2018 foi um ano turbulento para o Dia, provavelmente o mais difícil desde a fundação da companhia há mais de 40 anos”, diz a administração do grupo no comunicado. “Os resultados de 2018 são um claro indicador que o desempenho não alcançou as expectativas”, sublinha ainda.

Fecharam 50 lojas no país
Durante o ano passado, o grupo Dia encerrou um total de 50 lojas em Portugal – dez próprias e 40 franchisadas – e abriu seis próprias e 17 em sistema de franchising. No final do ano, totalizava 532 unidades, menos 27 que em 2017.

Em Portugal, as vendas caíram 3,1% para 808,4 milhões, com o EBITDA ajustado a sofrer uma descida de 28,7% para 30,1 milhões. Os resultados operativos foram negativos em 16,5 milhões, valor que compara com os 13,4 milhões atingidos em 2017.

A atual administração do grupo, que tem atividade em Espanha, Portugal, Argentina e Brasil, num total de 6157 lojas, quer agora implementar um plano para salvar a operação. Os objetivos para os próximos cinco anos passam por aumentar as vendas e melhorar o EBITDA já a partir de 2020.

Intitulado “O novo Dia”, o plano assenta numa aposta nos produtos de marca própria e nos frescos, e na renovação das lojas.

Neste dias turbulentos para o grupo, foi dada a conhecer a intenção do lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) voluntária sobre 70,9% do capital do Dia pela LetterOne, principal acionista da retalhista e que é controlada pelo milionário russo Mikhail Fridman. A LetterOne detém 29% do Dia.

 

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