cerveja

Dia de Portugal é comemorado na China com Super Bock

Super Bock

A marca portuguesa de cerveja tem já presença assegurada em cinco mil pontos de venda de quase 100 cidades

A Super Bock associou-se, este ano, às comemorações do Dia de Portugal na China, a convite da Embaixada Portuguesa em Pequim. A China é já o principal mercado de exportação da empresa cervejeira, valendo quase metade das vendas para o exterior. Representa 12% da receita global que, em 2017, ascendeu a 520 milhões de euros, o valor mais alto de sempre na história da empresa de Leça do Balio.

Representada em três províncias – Zhejiang, Fujian e Guandong -, na “zona mais rica da China e, tradicionalmente, mais aberta ao comércio externo”, que representam cerca de 200 milhões de habitantes, a Super Bock tem hoje uma presença em quase 100 cidades. “A rede comercial, da responsabilidade do nosso importador, conta com “mais de duas mil pessoas a trabalharem a marca Super Bock e a colocarem-na em mais de cinco mil pontos de venda”, diz o CEO da empresa, Rui Lopes Ferreira.

O objetivo, reconhece, é continuar a alargar a presença da marca, quer em termos de pontos de venda, quer em número de províncias.“Apesar de estarmos na China há uma década, só a partir de 2014 ou 2015 é que as coisas começaram a encarreirar. Tivemos que aprender e testar muito. Entender os hábitos de consumo e os gostos do consumidor não é algo que se consiga de um dia para o outro num mercado próximo, muito menos num que está a mais de 10 mil quilómetros de distância. Foram precisos uns anos para conseguirmos encontrar o caminho que nos permite estarmos onde estamos hoje”, sublinha.

Sobre o patrocínio às comemorações do 10 de junho, Rui Lopes Ferreira diz que o desafio partiu do embaixador José Augusto Duarte, a que a empresa “respondeu de forma entusiástica”, patrocinando dois concertos da Orquestra Barroca da Casa da Música em Pequim, a 13 e 14 de junho, no Conservatório Nacional de Música da China. “As comemorações do Dia de Portugal são sempre uma excelente oportunidade e pretexto para darmos a conhecer pelo mundo fora o melhor da nossa cultura, dos nossos criadores artísticos, da nossa identidade nacional e do que nos torna únicos. Foi neste espírito que optei por dedicar as celebrações, este ano, na capital chinesa ao tema: “Kangxi, Porto e o Barroco”, explica o embaixador José Augusto Duarte.

Kangxi, um dos mais emblemáticos imperadores da Dinastia Qing, governou a China entre 1662 e 1722, e teve entre os seus mais destacados conselheiros um Jesuíta da região do Porto, Tomás Pereira, importante pelo papel que teve nas negociações que levaram ao primeiro tratado de delimitação de fronteiras da China com a Rússia, mas, também, por ter transmitido ao imperador o gosto pela música barroca. “Celebrar o Dia de Portugal é evocar os melhores de nós no passado, inspirarmo-nos nos seus exemplos e valorizar os que fazem o mesmo nos dias de hoje na Cultura e na Economia. É isso que eu tentarei fazer este ano em Pequim com o patrocínio da Super Bock, também ela uma empresa da região do Porto e que, desde a primeira hora, se disponibilizou, de forma generosa, para nos apoiar neste ambicioso projeto”, acrescenta.

Além dos dois concertos, que terão quase duas mil pessoas a assistir, há outros eventos de promoção da marca Super Bock que decorrerão na Embaixada de Portugal. “Eventos dedicados a importadores, distribuidores e meios de comunicação chineses que, neste momento, estão muito curiosos sobre tudo isto, sendo de esperar uma cobertura noticiosa alargada aqui na China”, sublinha o embaixador.
Já Rui Lopes Ferreira lembra a ligação histórica da empresa à cultura, sendo fundadora e mecenas da Casa da Música e do Museu de Serralves. “Na Super Bock sentimos que os ativos culturais são elementos importantes de competitividade da cidade, da região e do país. E é, nesse sentido, que fazemos este investimento, associando-nos às comemorações do Dia de Portugal em Pequim. É um investimento com um retorno muito de médio e longo prazo, mas que reforça a credibilidade das marcas nacionais e a sua imagem de qualidade, ajudando a alavancar a penetração de produtos portugueses na China”, destaca.

Em termos cervejeiros e de balanço de 2017, a Super Bock fechou o ano com vendas recorde de 520 milhões, já referido, mas, também, com um EBITDA de 100 milhões de euros, “um recorde absoluto que espelha a eficiência e os ganhos de produtividade”, diz Rui Lopes Ferreira. Os resultados líquidos foram de 50 milhões. A dívida da empresa, que há 11 anos era de 310 milhões de euros, hoje é de, apenas, 60 milhões. “O mercado cervejeiro está em recuperação, embora ainda não tenha alcançado os níveis pré-crise”, sublinha a Super Bock, destacando que, em 2017, o consumo de cerveja em Portugal cresceu perto de 10%.

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