DIA encerra Clarel e abre 12 Minipreço até final de março

O retalhista espanhol justifica a decisão com a aposta feita no retalho alimentar. Rede Minipreço vai ser reforçada, tanto em lojas físicas como na operação online.

Sete anos depois da entrada em Portugal, a Clarel chega ao fim. O DIA decidiu encerrar imediatamente 41 das 71 lojas da cadeia de produtos de cuidado pessoal e para o lar, transformar 12 em Minipreço com outras nove a dar apoio à operação online do retalhista. Até final de junho, o DIA conta ter esse processo de reorganização concluído.

A decisão surge cinco meses depois de o grupo admitir o potencial de crescimento da rede Clarel. "Esta decisão prende-se, única e exclusivamente com o facto de querermos concentrar os nossos recursos naquilo que dominamos a 100%, a distribuição alimentar", garante Miguel Guinea, CEO da DIA Portugal. "O negócio Clarel apresenta crescimentos like-for-like positivos, mas sentimos que é na distribuição alimentar que somos especialistas em Portugal e onde temos um histórico de serviço à comunidade que, mais do que nunca, importa preservar, consolidar e intensificar. Temos uma missão para com os clientes, numa fase que ainda é muito difícil e de futuro incerto", acrescenta. "Todos os postos de trabalho da insígnia Clarel transitam para lojas Minipreço criadas ou as dark stores abertas."

A decisão, que se restringe apenas a Portugal, resulta no fecho do grosso das Clarel localizadas na zona de influência dos Minipreço. "Fizemos uma análise da cobertura geográfica da insígnia Clarel e as decisões tomadas estiveram relacionadas com os rácios de penetração da insígnia Minipreço nas localidades que servimos", explica Miguel Guinea.

Nas localizações de outras 12 lojas irão nascer novos supermercados. "É fundamental colocarmos a oferta Minipreço em zonas ainda não cobertas, reforçar a capacidade de resposta no online nas zonas cobertas pela nossa plataforma minipreco.pt e preparar outras geografias para onde queremos crescer e passar a ter essa possibilidade", justifica.

"Até ao final de março estimamos converter as 12 lojas Minipreço" mas quando abrirem não irão ainda refletir o novo conceito que o grupo quer implementar na rede de mais de 500 supermercados. "Continuamos a trabalhar nos novos conceitos de loja mas ainda não se refletirão nestas mudanças. O mais importante é reforçar a oferta e a capilaridade do Minipreço nesta fase, com reforço do online nas áreas já abrangidas pela nossa plataforma", diz o CEO.

Nesse sentido, nove Clarel irão então transformar-se em dark stores para apoiar a operação online do retalhista, que em junho do ano passado abriu a loja online do Minipreço. Começou por Lisboa, já cobre o Porto, e está a crescer "acima das expectativas iniciais". O que justifica os planos para expandir. "Importa nesta fase responder a uma crescente procura neste domínio e reforçar capacidade de resposta onde já estamos implantados e com muito sucesso. Temos um plano de expansão que prevê que possamos chegar a outras geografias do país", admite Miguel Guineas, sem detalhar zonas.

Nove Clarel permanecem ainda abertas para escoar o stock, depois "poderão ser convertidas em dark stores ou novas lojas Minipreço".

Miguel Guinea não precisa as sinergias que poderá obter com esta decisão, nem eventuais poupanças com aluguer de espaços ou vendas de imóveis do grupo. "A principal sinergia que retiramos da operação é a colocação do foco a 100% no negócio Minipreço em Portugal, reforçando a aposta DIA no país. Reforçámos lojas, estrutura e apoio ao crescimento da oferta online da insígnia e estamos certos de que o Minipreço muito beneficiará desta aposta", diz.

Os resultados do grupo em 2020 só serão conhecidos a 26 de fevereiro, mas no quarto trimestre as receitas cifravam-se nos 157,7 milhões, uma subida de 7,6% face aos valores de há um ano e um crescimento like-for-like de 5,2%.

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