DIA fecha acordo para extensão do financiamento em vésperas de AG

Acordo permite a extensão do pagamento das linhas de crédito. Está dependente de aumento de capital de 600 milhões propostos pela administração

O DIA fechou um acordo com os credores para a extensão do financiamento de mais de 912 milhões de euros da cadeia de retalho alimentar espanhola. O acordo surge em vésperas da assembleia geral da empresa dona do Minipreço.

Com este acordo, dependente da aprovação do aumento de capital de 600 milhões de euros proposto pela administração, o DIA conseguiu estender as tranches de financiamento sindicato até março de 2023. A cadeia terá ainda a obrigatoriedade de amortizar antecipadamente até 21 de abril de 2021 através da venda de ativos não estratégicos, como as cadeias Max Descuento e Clarel, por um valor não inferior a 100 milhões de euros.

A cadeia dona do Minipreço compromete-se ainda a obter um EBITDA igual ou superior a 174 milhões de euros em cada período de 12 meses que termina entre 31 de dezembro de 2019 e junho de 2020. Ainda assim, o DIA terá de transferir um conjunto de estabelecimentos que representem pelo menos 60% do EBITDA para uma filial participada indiretamente a 100% pela cadeia de supermercados.

O acordo surge na véspera de uma assembleia geral decisiva para o DIA, que enfrenta uma OPA da LetterOne, do russo Mikhail Fridman. O fundo, dono de 29% da cadeia, propõe um aumento de capital de 500 milhões de euros, após conclusão da OPA lançada à cadeia a 0,67 euros por ação.

Uma proposta que o conselho de administração de o DIA já criticou, considerando o aumento de capital de 500 milhões de euros proposto pela LetterOne levará o grupo a uma dissolução ou ao concurso de credores. “Tal como está configurada atualmente, não proporciona soluções eficazes e imediatamente executáveis para os desafios que a empresa enfrenta a curto prazo”, disse o conselho em comunicado enviado ao mercado.

O DIA tem presença em Portugal, onde detém lojas próprias e em regime de franchising, de o DIA, Minipreço e a cadeia Clarel. A venda de ativos em mercados como Portugal e Brasil já foi admitida pela companhia.

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