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Supermercados Dia podem juntar-se a grupos Auchan e Casino

Fotografia: Leonardo Negrão
Fotografia: Leonardo Negrão

Rumores do mercado dão como certo o acordo tripartido em Portugal e Espanha. Cadeia diz que avalia todas as opções.

Primeiro foram os grupos franceses Auchan e Casino a anunciarem a criação de uma central de compras conjunta em todos os países onde estão presentes. Logo a seguir, Intermarché e o grupo Dia Portugal deram conta do fim da Cindia, a central que haviam criado em 2015. Os rumores no mercado não se fizeram esperar, apontando o Dia como candidato, em Portugal e Espanha, à nova plataforma da Auchan. Pedro Cid, diretor-geral da Auchan em Portugal, não confirma nem desmente. O Dia diz que “é demasiado cedo”, mas que avalia “todas as opções que possam ser interessantes.”

“Trata-se de cadeias complementares, pelo que essa associação a três, com o Casino, oferece ganhos do ponto de vista organizativo. E não esqueçamos que Dia e Casino têm já uma empresa comum internacional, a ICDC, com sede na Suíça”, diz fonte conhecedora do mercado. Além de que, quando anunciaram esta “aliança estratégica global”, Auchan e Casino mostraram vontade de a abrir a outros parceiros. “É demasiado cedo para esse tipo de planeamento, mas o Grupo Dia está sempre atento ao que acontece no sector e avaliamos todas as opções que possam ser interessantes”, diz a dona do Minipreço. Já o diretor-geral da Auchan Retail Portugal, Pedro Cid, é perentório: “Não lhe digo nem que sim, nem que não. Na verdade, não lhe consigo dizer”.

Quanto às vantagens para Portugal desta plataforma, o responsável aponta os ganhos de escala bem como a política de “boas práticas”. O acordo cobrirá, exclusivamente, os grandes industriais nacionais ou internacionais. Pedro Cid garante que a Auchan continuará a investir em Portugal, sublinhando que 88% dos artigos da marca são comprados a fabricantes nacionais. A adoção da marca Auchan, uma marca de dimensão internacional, “só vem reforçar este aspeto, quer em termos nacionais quer ajudando o país a exportar mais”, frisa.

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