DIA reage a greve. Trabalhadores de armazéns e lojas com aumentos de cerca 3,3% a partir de julho

Com esta revisão salarial mais de 80% dos colaboradores do retalhista dono do Minipreço passarão a auferir um vencimento acima do ordenado mínimo nacional.

O DIA já reagiu à greve convocada pelo Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP) nos armazéns do dono do Minipreço em Vialonga e Torres Novas. O CESP acusa o retalhista de praticar uma política de "salários de miséria", com mais de 1500 trabalhadores a receberem o salário mínimo nacional, num universo de 3500, quando fechou o ano passado com um crescimento de 7,6% das vendas. A partir de julho, garante o Dia, os salários para lojas e armazéns sobem cerca de 3,3%. "Com esta revisão mais de 80% dos nossos colaboradores passarão a auferir um vencimento acima do ordenado mínimo nacional", garante fonte oficial do retalhista ao Dinheiro Vivo.

"A Dia Portugal continuou a sua política, dos últimos anos, de salários de miséria. Desde 1 de janeiro de 2021, que 1586 trabalhadores da empresa recebem o Salário Mínimo Nacional, num universo de 3500, com outros tantos, ou mais, a receber salários entre os 665 e os 700 euros, muitos deles com carreiras entre os 10 e os 30 anos na empresa!", acusa o CESP, frisando que isto sucede depois do retalhista ter fechado o ano passado com uma subida de 7,6% nas vendas.

"Os trabalhadores dos armazéns não aceitam mais este cenário em que empobrecem a trabalhar, na empresa que pratica os salários mais baixos do sector, e estão disponíveis para a luta, como demonstraram no 1º de Maio de 2021", continua o CESP, que convocou greve nos três armazéns do retalhista em Vialonga e Torres Novas, para os dias 21 e 22 de maio, para "exigir o aumento dos salários, a valorização das carreiras e da antiguidade, contra as políticas discriminatórias da empresa".

O que diz o DIA

"Nunca, em momento algum, a direção da DIA Portugal menosprezou os direitos individuais de trabalho dos seus colaboradores, mantendo contactos regulares com a Comissão de trabalhadores e com as instituições representativas dos seus direitos", frisa fonte oficial do DIA ao Dinheiro Vivo. A cadeia tem 552 lojas em Portugal.

"O ano de 2020 foi marcado por uma pandemia que muito condicionou a nossa vida comum. Ainda que tal circunstância tenha permitido um aumento de 6,1% nas vendas líquidas em Portugal, a operação nacional ainda apresentou um resultado líquido negativo, tal como as operações gerais do grupo, que ascenderam a 363,8 milhões de euros negativos", refere a mesma fonte, lembrando que, "ainda assim" foi atribuída uma "recompensa extra"que ascendeu a 2,8 milhões de euros e que abrangeu todos os colaboradores da DIA Portugal.

2021 continua a ser de "enorme incerteza", refere ainda a cadeia. "Os resultados nacionais do primeiro trimestre de 2021, publicamente apresentados, demonstram que continuamos em território negativo, com menos 3,8% nas vendas brutas sob insígnia e uma quebra de 2,5% nas vendas comparáveis", lembra.

"Apesar desta realidade a implementação da nova tabela salarial para lojas e armazéns, a partir de Julho de 2021, representa um incremento de cerca de 3,3% da massa salarial do total destes colaboradores. Com esta revisão mais de 80% dos nossos colaboradores passarão a auferir um vencimento acima do ordenado mínimo nacional", adianta.

"Estamos conscientes do período difícil que atravessamos e do papel que desempenhamos nas comunidades que diariamente servimos e estaremos sempre disponíveis para encontrar plataformas de diálogo e concertação em benefício de todos, dentro das reais possibilidades do Grupo e que não comprometam a sua atividade futura", conclui fonte da empresa.

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