Dieselgate. China investiga veículos da Volkswagen

A China juntou-se aos Estados Unidos, Alemanha, França e Itália na investigação aos veículos da Volkswagen. A entidade de proteção ambiental chinesa anunciou esta segunda-feira a abertura de um processo preliminar sobre 1.950 veículos do grupo alemão que têm o dispositivo que manipula as emissões atmosféricos, segundo o Financial Times.

A China está "bastante preocupada" com o caso. A construtora alemã anunciou que vai recolher os 1.950 veículos que estão a ser investigados. Número bastante baixo tendo em conta que a Volkswagen tem fábricas na China. Os veículos produzidos no país, no entanto, estão alheios a este caso. Além disso, a gasolina é o combustível mais usado nos carros que circulam neste mercado.

As autoridades chinesas poderão, nas próximas semanas, aprofundar a investigação aos veículos importados da Volkswagen para aquele país, segundo o diretor-geral da Gao Feng Advisory, Bill Russo, citado pela mesma publicação.

O grupo alemão, segundo os analistas, enfrenta outro desafio num dos maiores mercados do mundo: o aumento da participação nas parcerias locais, de 40% para 50%, com grupos com o SAIC e a FAW, marcas estatais daquele país. "Precisa de financiamento numa altura em que está debaixo de uma grande ação de recolhas, assim como tem de preparar-se para pagar multas elevadas", antevê Janet Wilson, analista da Macquarie Securities.

A Volkswagen também está a investir 18 mil milhões de euros até 2018 para aumentar de 3,1 para mais de 4 milhões a produção anual de veículos na China.

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