Escândalo Volkswagen

Dieselgate: Justiça dos EUA acusa seis membros da VW de conspiração

Fotografia: REUTERS/Kacper Pempel
Fotografia: REUTERS/Kacper Pempel

Seis membros da Volkswagen são acusados de conspiração para "prejudicar os EUA, os clientes norte-americanos da VW e de violação das leis ambientais"

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou seis membros da Volkswagen de conspiração no caso da fraude de emissões de perto de 590 mil automóveis nos Estados Unidos.

A acusação foi divulgada esta quarta-feira, ao mesmo tempo que o grupo alemão fecha um acordo para pagar mais 4,3 mil milhões de dólares (4 mil milhões de euros) de multas.

Os seis membros da Volkswagen são acusados de conspiração para “prejudicar os EUA, os clientes norte-americanos da VW e de violação das leis ambientais” ao apresentarem documentos falsos junto dos reguladores e do público sobre a capacidade de a marca alemã apresentar motores “diesel limpos” para cumprir com as normas norte-americanas.

Há ainda uma acusação de destruição de documentos, segundo a nota publicada na página oficial do Departamento de Justiça.

Os seis membros da VW acusados são os seguintes:

Heinz-Jakob Neusser – responsável de desenvolvimento da VW entre julho de 2013 e setembro de 2015; entre outubro de 2011 e julho de 2013 foi responsável de desenvolvimento de motores da marca;

Jens Hadler – responsável de desenvolvimento de motores entre maio de 2007 e março de 2011;

Richard Dorenkamp – entre 2006 e 2013 liderou a equipa de desenvolvimento de engenheiros que desenvolveram o primeiro motor a gasóleo que deveria ir ao encontro dos padrões de emissões nos EUA;

Bernd Gottweis – supervisor de gestão de qualidade e segurança de produto na VW entre 2007 e outubro de 2014;

Oliver Schmidt – diretor geral no gabinete ambiental e de engenharia entre 2012 e fevereiro de 2015, tendo trabalhado, depois disso, até setembro de 2015, diretamente com Heinz-Jakob Neusser;

Jürgen Peter – funcionário do departamento de segurança e gestão de qualidade desde 1990; entre março de 2015 e julho de 2015 foi um dos oficiais de ligação entre o grupo alemão e os reguladores.

Estes responsáveis são também acusados de utilizarem dispositivos para enganar as emissões reais destes automóveis em testes de homologação.

Com o acordo oficializado esta quarta-feira, a Volkswagen já gastou mais de 23 mil milhões de dólares só nos Estados Unidos e no Canadá para pagar os dados causados pela fraude das emissões. Há 11 milhões de automóveis em todo o mundo afetados pelo caso a nível mundial.

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