Dieselgate. Pires de Lima “separa águas” entre VW e Autoeuropa

António Pires de Lima preside ao grupo de trabalho que analisa impacto do dieselgate em Portugal
António Pires de Lima preside ao grupo de trabalho que analisa impacto do dieselgate em Portugal

António Pires de Lima esclareceu esta manhã os jornalistas em relação aos impactos do caso Volkswagen junto da fábrica do grupo em Palmela. O Ministro da Economia, que presidiu à primeira reunião do grupo de trabalho sobre o caso, defendeu a necessidade de "separar águas", entre a Volkswagen Autoeuropa e o grupo Volkswagen.

“Mesmo que eventualmente no passado tenham sido produzidos veículos com motores com este software fraudulento [em Portugal], não é responsabilidade da gestão da Autoeuropa”, sustentou Pires de Lima aos jornalistas em declarações citadas pela agência Lusa.

A reunião desta sexta-feira ?serviu apenas para “distribuição de trabalho”, apurou o Dinheiro Vivo junto do gabinete liderado por António Pires de Lima.

“A Volkswagen comprometeu-se a entregar um plano de solução até 7 de outubro. Só depois dessa data é que o grupo de trabalho vai voltar a reunir-se”, acrescentou a mesma fonte. As medidas que Portugal vier a adotar no escândalo de manipulação das emissões só deverão mesmo ser tomadas entre 7 e 15 de outubro.

Só mais perto do final da primeira quinzena deste mês é que cada entidade vai determinar as medidas. No grupo de trabalho são, ao todo, sete: a ASAE, a direção-geral do Consumidor, a Agência Portuguesa do Ambiente, a Autoridade Tributária, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (responsável pela homologação de veículos), o Instituto Português da Qualidade e a AICEP.

A primeira reunião do grupo de trabalho que discute o impacto dodieselgate contou também, além de Pires de Lima, com a presença de Paulo Núncio, dos Assuntos Fiscais, e Paulo Lemos, do Ambiente. Também as ajudas estatais à Autoeuropa serão abordadas no próximo encontro, graças à presença do secretário de Estado da Inovação, Pedro Gonçalves.

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