Fazedores

Digidelta investe 350 mil euros em startup portuguesa de impressão 3D

Alexandre Guerreiro, Duarte Vasconcelos e Tiago Rocha, fundadores da Blocks. 
(Paulo Spranger/Global Imagens)
Alexandre Guerreiro, Duarte Vasconcelos e Tiago Rocha, fundadores da Blocks. (Paulo Spranger/Global Imagens)

A Blocks vai dar o salto do Mercado de São Domingos de Benfica para as instalações do grupo Digidelta. As impressoras chegam às lojas ainda este ano.

Com um capital inicial de 600 euros, a Blocks começou a dar os primeiros passos na casa de um dos fundadores e rapidamente passou para o número 17 do Mercado de São Domingos de Benfica. Três anos depois, vão mudar-se para as instalações do grupo português Digidelta no Prior Velho, com quem fechou um investimento de 350 mil euros em novembro do ano passado.

A startup de impressoras 3D Blocks nasceu em janeiro de 2015, em Lisboa, quando Duarte Vasconcelos, Alexandre Guerreiro e Tiago Rocha se juntaram com uma visão: melhorar a experiência com a impressão 3D ao preço mais baixo possível. Assim surgiu a primeira criação: a Blocks One. Logo depois surgiu a Blocks Zero, uma mini-impressora 3D fácil de montar, portátil e a um preço acessível. As mini-impressoras imprimem qualquer objeto, é só dar asas à imaginação.

A Blocks surgiu “para dar uma solução personalizada ao mercado, que tivesse uma taxa de sucesso nos 100% e fosse acessível”, explica o co-fundador e CEO da Blocks, Duarte Freire e Vasconcelos, ao Dinheiro Vivo. A Blocks Zero custa 350€ e é vendida com um manual de montagem, tal como num móvel do Ikea, explica o CEO. O desafio da Blocks foi superado: “Pusémos a minha mãe, a montar. Foi o nosso teste”, conta-nos Duarte Vasconcelos.

A Blocks continua a apostar nas impressoras e está a desenvolver a uma versão melhorada da pioneira Blocks One – a Blocks One MKII, em metal e mais resistente, e uma versão virada para o mercado profissional – a Blocks Pro.

Em 2016, angariaram pouco mais que 13 mil euros numa campanha de crowdfungind, ainda assim conseguiram vender mais de 100 impressoras. Ainda a pisar terreno desconhecido começaram a dar os primeiros passos no mercado internacional.

A Blocks recebe encomendas dos mais variados setores, da metalomecânica ao calçado, de cake designers, arquitetos, ou pais que as veem como um brinquedo para os mais novos. Até hoje já venderam 400 impressoras, um número significativo no mercado português. Este ano querem chegar ao dobro.

As impressoras da Blocks distinguem-se pela forma como são testadas antes de chegar às mãos de quem as compra. “Antes de irem para uma caixa imprimem pelo menos 10 horas. Garanto que aquela máquina, quando chegar ao sítio, vai trabalhar”, reafirma o CEO.

“O investimento da Digidelta permitiu-nos a criação de postos de trabalho, aumentar a equipa e ter segurança para explorar o mercado europeu.”, explica. A Blocks quer reforçar a equipa ainda este ano.

No final do ano a Blocks vai chegar a lojas como a Worten, Fnac e a Jumbo Box. Para 2019, Duarte Vasconcelos acredita que a previsão é realista: “Estarmos na Europa toda, e terem um distribuidor por cada país.”

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