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Disney negoceia com a ComCast compra de 30% do Hulu

THE HANDMAID'S TALE 

Foto: D.R.
THE HANDMAID'S TALE Foto: D.R.

A concretizar-se, Disney reforça posição no Hulu, serviço de vídeo streaming, que produz a série The Handmaid's Tale

A Disney está em conversações com a ComCast para a compra dos 30% que detém no Hulu, operação que a concretizar-se dará à empresa dona do Mickey controlo sobre o serviço de vídeo streaming, noticiou a CNBC.

A Disney passou a deter em março 60% do Hulu, com a compra dos ativos da 21st Century Fox Inc., negócio de 71 mil milhões de dólares.

Na semana passada, o Hulu comprou os 9,5% detidos pela AT&T, a dona da Time Warner que adquiriu a participação em 2016, negócio que valoriza a Hulu em 15 mil milhões de dólares. Essa participação será repartida entre a Disney e a ComCast, a não ser que a dona da Marvel consolide toda a companhia.

A ComCast estará a ponderar uma série de fatores, incluindo avaliações, futuro controlo do serviço de vídeo streaming, bem como em como irá usar potenciais receitas obtidas com a venda, diz a CBNC citando fontes não identificadas. Não é claro que o negócio se concretize, diz ainda a estação norte-americana.

A avançar, o Hulu, que produziu a premiada série The Handmaid’s Tale, passará a integrar o emergente negócio de venda direta ao consumidor detido pela Disney, que já agrega a ESPN +, plataformas de desporto online, ou o Disney +, serviço de vídeo streaming dirigido para crianças e famílias, com arranque previsto para novembro nos Estados Unidos, com preços inferiores ao do Netflix.

Uma aposta do gigante norte-americano neste tipo de plataformas, num momento em que o consumo de televisão está a transferir-se para vídeo streaming e vídeo on demand.

O ano passado o Hulu ganhou 8 milhões de subscritores, uma subida de quase 50%. E a Disney tem planos para fazer crescer a base de clientes, através de uma expansão internacional do serviço. Até ao ano fiscal de 2024, a Disney quer o serviço tenha cerca de 60 milhões de clientes, face aos 25 milhões do ano passado.

O serviço ainda opera com prejuízos: deverão atingir 1,5 mil milhões este ano, com a Disney a apontar lucros para daqui a mais de 4 a 5 anos, de acordo com números noticiados pela Bloomberg.

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