Distribuição

Distribuição pede mediação para negociação do contrato coletivo de trabalho

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

APED refere que, depois de 20 meses "de processo de conciliação", "a posição das associações sindicais dificulta a continuidade das negociações".

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) divulgou hoje que pediu a mediação para a negociação do contrato de coletivo de trabalho, tendo em conta a “indisponibilidade negocial dos sindicatos e a “pouca razoabilidade” das propostas.

Em comunicado, a APED refere que “solicitou ao Ministério do Trabalho a mediação do contrato coletivo de trabalho do setor”, já que depois de quase dois anos (20 meses) “de processo de conciliação” e considera que “a posição das associações sindicais dificulta a continuidade das negociações”.

De acordo com a entidade, “a indisponibilidade negocial dos sindicatos e a pouca razoabilidade das propostas sindicais torna difícil o diálogo e levou a APED a solicitar um patamar de conversações mais eficaz”.

A APED aponta que “a falta de razoabilidade das propostas sindicais, nomeadamente a mais recente apresentada pelos sindicatos ligados à CGTP e onde se propunham aumentos salariais da ordem dos 20%, torna difícil um entendimento com os sindicatos”.

Garante que se mantém “disponível para dialogar”, salientando que “ao longo do processo negocial alterou sucessivamente a sua proposta de revisão do contrato, sempre numa perspetiva de aproximação à proteção dos interesses dos trabalhadores, entre os quais se conta a conciliação entre a vida profissional e familiar”.

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição “continua a valorizar e a estar empenhada em encontrar uma base de entendimento com as associações sindicais que permita a celebração de um acordo de revisão do contrato e, por isso, acredita que se justifica elevar a negociação a um patamar que permita que o processo seja mais eficaz, utilizando para isso um instrumento previsto na lei”.

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