Construção

Dívidas às construtoras portuguesas preocupam FMI em Angola

Pôr do sol numa baía em Luanda, Angola. (EPA/CLEMENS BILAN)
Pôr do sol numa baía em Luanda, Angola. (EPA/CLEMENS BILAN)

Montante das dívidas de Angola às construtoras portuguesas estava estimado em cerca de 500 milhões de euros. Governo de Angola assume dificuldades.

O Estado angolano está a demorar mais tempo do que se esperava para pagar os cerca de 500 milhões de euros em dívida às construtoras portuguesas. Esta situação está a preocupar a missão do FMI (Fundo Monetário Internacional) em Angola e o próprio governo de João Lourenço já admitiu que está a ser difícil pagar as dívidas, escreve esta terça-feira o jornal Público.

Quando pediu assistência financeira internacional, de menos de quatro mil milhões de euros, o governo angolano comprometeu-se a não aumentar o passivo externo, a regularizar as dívidas e a fazer reformas profundas, até através da introdução de novas formas de de contratação.

O governo angolano tem justificado os atrasos com o facto de os bancos estarem a ter dificuldades em efetuar transações em dólares norte-americanos. O executivo local explicou também que em 2019 tinha chegado a acordo com um fornecedor estrangeiro privado para liquidar pontualmente os pagamentos em atraso, garantindo que durante 2020 ia começar a pagar a outros dois grandes fornecedores estrangeiros com os quais já tinha acordos preliminares.

Estas mudanças têm acrescentado desafios às empresas que continuam em Angola. Até mesmo na certificação das dívidas. Segundo o mesmo jornal, há construtoras portuguesas que resolveram o problema através da aceitação de pagamentos em obrigações do Tesouro; outras receberam o dinheiro de imediato, em kwanzas, com descontos superiores a 40%; há ainda construtoras que estão a receber pagamentos faseados.

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