Inovação

Doce setembro. Como a Zara vai mudar as lojas na rentrée

Grupo Inditex aposta em plano de estratégia ambiental. Até 2020, prevê reciclar 3000 toneladas de roupas usadas.

O grupo Inditex, dono da Zara, Pull&Bear, Massimo Dutti, Bershka e Oysho, entre outras marcas, arranca em setembro com um plano estratégico ambiental para a empresa, um esforço para desenvolver a responsabilidade social.

Em reunião com os parceiros, Pablo Isla, CEO do grupo, fez um balanço do plano ambiental levado a cabo pela Inditex entre 2011 e 2015. O modelo de eco-eficiência foi já implementado em 3700 lojas do grupo e, nos planos para o período 2016-2020, a estratégia passa por construir um modelo de economia circular para o ciclo de produção.

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Isla avançou que o projeto passa por desenvolver uma coleção Inditex que tenha como base peças recicladas e reutilizadas: a partir de setembro, a Zara espera começar a testar um modelo de recolha de peças velhas sempre que os clientes escolham entregas em casa nas suas compras online.

“Este teste piloto – que está a ser conduzido em colaboração com a Cáritas espanhola e a transportadora Seur – vai estar disponível em Madrid mas a ideia é alargá-lo a toda a Espanha”, descreve a empresa em comunicado.

Inditex vai ter 2000 contentores de roupa para reciclar nas lojas de Espanha. REUTERS/Paul Hanna

Inditex vai ter 2000 contentores de roupa para reciclar nas lojas de Espanha. REUTERS/Paul Hanna

Além da recolha de peças em casa, a Inditex vai instalar entre 1500 e 2000 contentores nas principais cidades espanholas, também em colaboração com a Cáritas. De acordo com contas da empresa, a medida vai permitir distribuir algumas das peças e usar outras para reciclar e criar novos materiais têxteis. Para este processo, a Inditex vai doar 3,5 milhões nos próximos dois anos, que vão servir também para financiar a modernização da distribuição de roupa pela Cáritas.

Investir em tecnologia

Além das iniciativas de responsabilidade social, setembro vai também marcar o investimento em desenvolvimento e pesquisa de novas tecnologias de reciclagem, de maneira a apostar no modelo de economia circular, tão questionado nas marcas de fast fashion. Dessa aposta faz parte a parceria entre a Inditex e a Lenzing, um produtor austríaco de fibra têxtil a partir de plantas chamada lyocell tencel. O programa piloto arranca com uma contribuição de 500 toneladas de lixo têxtil mas a Inditex quer chegar às 3000 toneladas até 2020. Essa quantidade será suficiente para a Lenzing produzir cerca de 48 milhões de peças.

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O grupo, que em 2015 criou 15800 novos postos de trabalho, tem mais de 7000 lojas em 88 países do mundo e continua focado no “talento criativo, investimento na comunidade e numa estratégia de crescimento sustentável”, sublinhou Pablo Isla.

 

 

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