Dona da British Airways com prejuízo de 1,3 mil milhões de euros no terceiro trimestre

O grupo IAG, que detém companhias como a British Airways, Iberia ou a Vueling, apresentou perdas de 1,3 mil milhões de euros no terceiro trimestre do ano.

O grupo IAG, dono de várias companhias aéreas, incluindo a British Airways, apresentou resultados 'no vermelho' no terceiro trimestre deste ano. A quebra na procura e as restrições de viagens impostas devido à pandemia levaram o grupo a um prejuízo de 1,3 mil milhões de euros entre julho e setembro.

De acordo com a agência Reuters, a IAG apresentou estes resultados preliminares uma semana antes do esperado.

Comparando com o período homólogo de 2019, o grupo passou de lucros de 1,4 mil milhões de euros para uma situação de prejuízo. As receitas do grupo caíram 83% face ao mesmo período do ano passado, para 1,2 mil milhões de euros. No mesmo trimestre de 2019, a IAG apresentou receitas de 7,3 mil milhões de euros.

A empresa refere que, face ao período homólogo do ano passado, a capacidade de passageiros, expressa em "assentos por quilómetro" caiu 78,6%.

O tráfego de passageiros também caiu 88%, anunciou o grupo.

Os resultados detalhados do terceiro trimestre serão apresentados no dia 30 de outubro, detalha o diretor financeiro da IAG, Stephen Gunning.

IAG não voará mais de 30% da capacidade

Para o último trimestre do ano, a IAG refere que "em resposta ao alto nível de incerteza do ambiente atual" não pretende voar "mais do que 30%" da sua capacidade, comparando com os números de 2019.

A IAG já tinha anunciado, a 10 de dezembro, uma redução da capacidade de voo, devido à reintrodução de períodos de confinamento em vários países europeus.

"As reservas recentes não se desenvolveram como era expectável, devido às medidas adicionais implementadas por vários governos europeus em resposta à segunda vaga de infeções de covid-19", indica a empresa, na nota divulgada. "Ao mesmo tempo, as iniciativas criadas para substituir os períodos de quarentena e aumentar a confiança dos clientes nas reservas e viagens, como os testes antes das partidas e os preparativos de corredores aéreos, não foram adotadas pelos governos tão depressa quanto seria antecipado".

Com menos voos a assegurar, o grupo refere que "não espera chegar ao breakeven em termos de net cash flow (a diferença entre o dinheiro que entra na empresa e o dinheiro que sai) das atividades operacionais" no quarto trimestre do ano.

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