Dona da Mercedes contente com talento português

Presidente executivo da Daimler falou sobre um ano de 2020 de duas faces: do forte crescimento na China às quebras nos mercados da Europa e dos Estados Unidos.

A Daimler está contente com a aposta feita em Portugal. A dona da Mercedes conta com um centro digital em Lisboa desde 2017 e por cá pretende manter-se por vários anos. O presidente executivo da Daimler, Ola Källenius, esteve esta sexta-feira em conferência de imprensa remota na Web Summit e também respondeu a perguntas sobre os híbridos plug-in e ainda falou sobre um ano de 2020 com duas faces.

"Portugal tornou-se num hub digital, com muito talento", destacou Ola Källenius. O Mercedes-Benz.io desenvolve sobretudo soluções tecnológicas de marketing e de vendas. Conta atualmente com perto de 200 pessoas e deverá instalar-se no Hub Criativo do Beato durante o ano de 2021.

O gestor salientou também: "atraímos pessoas muito boas e estamos muito contentes de cá estar. A pandemia mostrou que não importa onde estamos. O que importa é que podemos trabalhar de forma colaborativa um pouco por todo o mundo".

A dona da Mercedes conta com outros dois investimentos tecnológicos em Portugal: o tb.lx, que aposta na inovação e serviços digitais no sector dos veículos comerciais, de camiões e autocarros; e também o centro de serviços Network Assistance Center, que atualmente dá apoio técnico e nos processos de pós-venda à rede de oficinas da marca automóvel na Europa.

Källenius falou também sobre o ano de 2020, com duas faces: "tivemos quebras na China em fevereiro, enquanto na Europa e nos Estados Unidos a partir de abril". Só que o mercado chinês "tem estado a crescer a dois dígitos nos últimos seis meses" e tem "muito potencial para os próximos cinco a dez anos".

Na Europa e nos Estados Unidos, "os números continuam abaixo do registado em período homólogo de 2019". O grupo automóvel, ainda assim, olha com "mais confiança" para o resto de 2020.

Houve ainda tempo para falar sobre a aposta da Mercedes nos híbridos plug-in, cujo extensor de autonomia pode ser carregado por tomada externa. Na semana passada, soube-se que estes automóveis apenas vão manter os benefícios fiscais em Portugal se tiverem autonomia superior a 50 quilómetros e menos de 50 gramas de emissões de dióxido de carbono por carbono.

A Alemanha também adotou medidas semelhantes contra estes automóveis. Mas nada que mude o rumo da marca de Estugarda. "Os híbridos plug-in vão continuar a desenhar um papel muito importante para a indústria automóvel nos próximos anos. Dão mais liberdade para todos. Permitem viagens sem emissões de segunda a sexta e usar o mesmo carro, depois, durante o fim de semana."

Isto acontece porque "vai levar alguns anos até a infraestrutura de carregamento estar em todo o lado".

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