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Dona da TVI com lucros de 5,8 milhões até junho

Luís Cabral
Luís Cabral

Receitas do grupo dono da Comercial e da TVI recuaram 1%, para 86,4 milhões no primeiro semestre

A Media Capital, a dona da TVI, fechou junho com lucros de 5,8 milhões, depois de ter apresentado prejuízos nos primeiros três meses do ano. Apesar da recuperação o resultado representa um recuo de 44% em relação aos 10,5 milhões registados pelo grupo nos primeiros seis meses do ano passado.

No semestre o grupo de media, que desde julho tem Luís Cabral com CEO em substituição de Rosa Cullell, registou receitas de 86,4 milhões, menos 1% do que em relação a igual período do ano passado, com as receitas de televisão, produção audiovisual e ajustamentos de consolidação a penalizarem os resultados. Apenas a unidade de rádio e entretenimento (agora agrupada nas contas) apresentou crescimento nas receitas: subiu 23%, para 12,1 milhões.

No período, os gastos operacionais, excluindo amortizações e gastos de reestruturações, da Media Capital fixaram-se nos 71,4 milhões, uma subida de 6%, empurrando para uma queda de 25% o m EBITDA (sem gastos com reestruturações) para os 14,9 milhões.

TVI: resultado operacional cai para metade

Os resultados até junho da estação de Queluz estão a refletir a perda da liderança de audiências no total de dia na televisão generalista ocorrida em fevereiro. Os rendimentos operacionais recuaram 2%, para 70,3 milhões, refletindo as perdas em todas as linhas de receita.

A publicidade caiu 1%, para 47,3 milhões, já as outras receitas foram penalizadas em 2%, para 22,9 milhões devido a “uma quebra dos rendimentos relativos a serviços multimédia e a direitos de sinal” . Os gastos operacionais (sem reestruturação) subiram 8%, para 61,5 milhões, “decorrendo sobretudo da aposta em conteúdos, tendo em vista a manutenção de níveis de audiência líder (sobretudo em prime time)”, justifica o grupo.

O EBITDA da unidade de televisão (sem gastos com reestruturação) recuaram 39%, para 9,1 milhões, como resultado operacional a cair 50%, para 6,7 milhões no semestre.

Plural: resultado operacional aumenta prejuízos

A Plural, o braço de produção do grupo, fechou junho com receitas de 15,3 milhões de euros, uma quebra de 3% “devido à menor atividade em Espanha, que se encontra em níveis residuais”, justifica o grupo. “A atividade em Portugal recuperou bastante no segundo trimestre, depois de uma quebra acentuada nos primeiros três meses do ano (sobretudo novelas)”, refere ainda. No período, registou subida de 16%, para 9,5 milhões.

Com gastos operacionais (sem custos de reestruturação) foram de 16,4 milhões, uma subida de 6%, empurrando o EBITDA para valores negativos de 1,1 milhões, quando em igual período do ano passado registava 295 mil euros positivos. No semestre, a Plural aumenta os resultado operacional negativos de 851 mil euros para 2,8 milhões.

Rádio & Entretenimento: resultados operacionais sobem 75%

A área de rádio & entretenimento (que passou a reportar de forma agrupada) viu até junho os rendimentos operacionais subir 23%, para 12,1 milhões, com as receitas de publicidade a subir 10%,para 9,9 milhões, e os outros rendimentos disparar 173%, para 2,2 milhões.

Os gastos operacionais (sem custos de reestruturação) diminuíram 1%, para 6,2 milhões, como EBITDA a se fixar nos 5,8 milhões (+66%), para um resultado operacional de 5,1 milhões, ou seja, uma melhoria de 75% face ao período homólogo.

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