media

Dona da TVI com prejuízos de 1,4 milhões até março

Rosa Cullel, CEO da Media Capital
Rosa Cullel, CEO da Media Capital

Media Capital passa de lucros no trimestre do ano passado a prejuízos até março deste ano

A Media Capital fechou março com prejuízos de 1,4 milhões de euros, um desempenho que contrasta com os lucros de 1,9 milhões de euros obtidos pelo grupo dono da TVI no primeiro trimestre do ano passado.

Até março o grupo registou receitas de 39,3 milhões uma subida de 1% face ao homólogo, com os custos operacionais (excluindo amortizações, depreciações e gastos com restruturação) a crescer 13%, de 33,4 milhões para € 37,7 milhões de euros.

O EBITDA ajustado da Média Capital ascendeu a 1,7 milhões de euros, no primeiro trimestre, um recuo de 69% face ao mesmo período do ano passado. Estes números excluem gastos de restruturação. A margem EBITDA acumulada ajustada passou de 13,7% para 4,2%.

O cash flow operacional chegou aos 4,2 milhões de euros, enquanto a dívida líquida diminuiu em três milhões de euros face ao final de 2018 e 6,8 milhões face ao primeiro trimestre de 2018, ascendendo a 89,9 milhões de euros a 31 de março de 2019.

No período as receitas da TVI recuaram 1% para 31,5 milhões. Neste segmento, “o EBITDA ajustado, isto é, excluindo efeitos não recorrentes, foi negativo em 0,6 milhões de euros. Os gastos operacionais ajustados de gastos de reestruturação aumentaram 12% devido essencialmente à aposta em conteúdos, com o objetivo de manter os níveis de liderança na audiência “prime time””, destaca o grupo.

“Os montantes investidos neste período foram superiores ao verificado em anos anteriores, e não são referência para o futuro. Acreditamos que terão um impacto positivo nos resultados do ano e na grelha da televisão já a partir de maio”, explicou Rosa Cullel, CEO da Média Capital, citada em nota de imprensa. “Para os próximos trimestres, a Média Capital antecipa um crescimento da publicidade em linha com o mercado, e superando-o no digital, num período em que a competitividade vai continuar a níveis elevados.”

Globalmente, as receitas de publicidade subiram 4%, para os 25,2 milhões de euros. “Um desempenho para o qual contribuiu em grande medida o segmento de rádio, onde o crescimento na publicidade foi de 16%. Já no segmento outros (que inclui as áreas do Digital, entre outras), a subida homóloga foi de 34%”, refere o grupo.

Os outros rendimentos operacionais (produção audiovisual, serviços multimédia e rendimentos de cedência de sinal) decresceram 3%, para pouco mais de 14 milhões “sobretudo devido a uma quebra nos rendimentos associados a serviços multimédia”, justifica o grupo. “O valor de 2019 inclui € 1,0 milhões decorrentes da mais-valia da alienação de ativos tangíveis no segmento Rádio.”

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP), Nazaré da Costa Cabral. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Linhas de crédito anti-covid ainda podem vir a pesar muito nas contas públicas

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. FILIPE FARINHA/LUSA

Marcelo promulga descida do IVA da luz consoante consumos

Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

Apoio a rendas rejeitado devido a “falha” eletrónica

Dona da TVI com prejuízos de 1,4 milhões até março