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Dona da Vogue alienou participação na Farfetch

Farfetch
REUTERS/Toby Melville

A Condé Nast, dona de várias publicações internacionais como a Vogue, vendeu a participação de cerca de 260 milhões de euros na Farfetch.

A Condé Nast, um dos maiores grupos internacionais de comunicação social, sendo proprietário de vários títulos de revistas mundiais, como a Vogue, Vanity Fair e Wired, foi um dos primeiros investidores na plataforma de retalho de luxo luso-britânica Farfetch.

Agora, contudo, e de acordo com o britânico Sunday Times, alienou a participação avaliada em 234 milhões de libras, mais de 261 milhões de euros no câmbio atual. Em causa, está a forma com a empresa tem estado a ser gerida. Em concreto, avança o jornal, a Condé Nast terá manifestado receios em torno dos montantes despendidos pela Farfetch em marketing.

Jonathan Newhouse, chairman da Condé Nast, deixou a Farfetch em março último, ainda de acordo com o Sunday Times. Contactada, a Farfetch não quis comentar.

A Farfetch nasceu em 2008 pela mão do português José Neves. No ano em que assinalou dez anos de vida, estreou-se em bolsa, em Nova Iorque. Em maio, a empresa informou o mercado que os seus prejuízos mais que duplicaram, de 50,7 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2018, para 109,3 milhões no primeiro trimestre de 2019. No comunicado, a plataforma de artigos de luxo, justificava este aumento de 115,4% nas perdas com uma subida dos custos operacionais combinada com a valorização do dólar, que a Farfetch não previu e que levou a perdas cambiais nas transações internacionais.

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