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Dona do Correio da Manhã reestrutura e quer reduzir custos em 10%

Cofina detém a CMTV entre outros meios
Cofina detém a CMTV entre outros meios

A Cofina Media, grupo dono do Correio da Manhã, está a realizar uma reestruturação com vista a redução de 10% dos custos do grupo.

A redução é transversal a todo o grupo, tendo origem na quebra de receitas publicitárias que se manteve no arranque de 2017, sabe o Dinheiro Vivo.

“A Cofina Media tem vindo a ajustar as suas equipas, reduzindo na imprensa escrita e apostando cada vez mais no digital, na multimédia e na CMTV e não coloca de lado a utilização dos meios legais disponíveis, se tal for necessário, para ajustar a sua atividade às tendências de mercado”, comenta fonte oficial da Cofina Media ao Dinheiro Vivo, sem precisar um valor de corte de custos a ser atingido.

Cortes nos custos de produção, levando por exemplo à redução de número de páginas ou suplementos, mas também no pessoal são algumas das áreas pelas quais passarão esta redução de custos no grupo de media. Não foi possível apurar qual o impacto ao nível de saída de pessoas, mas ao que o Dinheiro Vivo sabe, vários jornalistas já começaram a ser chamados para lhes ser proposto rescisão amigável.

O Sindicato dos Jornalistas já reagiu. O organismo sindical “está profundamente preocupado com as informações que lhe têm chegado através de trabalhadores da Cofina, que, em parte, foi confirmado pela administração do grupo, com a qual voltou a reunir-se recentemente”, diz o SJ em comunicado. “Vários jornalistas do grupo têm sido chamados e confrontados com propostas de rescisão de contrato, nos últimos dias”.

Já o ano passado, em dezembro, o SJ tinha reunido com a administração do grupo de media, para averiguar de notícias sobre redução de quadros no grupo.

Sábado, Jornal de Negócios, Record, TV Guia, Máxima, Vogue, o gratuito Destak e o Correio da Manhã são alguns dos títulos que fazem parte do grupo Cofina, que ainda detém o canal por subscrição CMTV, distribuído na plataforma de televisão paga do Meo e da NOS.

A quebra de receitas de publicidade nos primeiros dois meses do ano, vindo de uma tendência de descida do ano passado, terá sido as razões que levaram a esta decisão de avançar para um novo corte de custos.

O ano passado, o grupo fechou com lucros de 4,3 milhões, valor que representa uma descida de 14,4% face a 2015. Globalmente, as receitas caíram 0,7%, para 99,9 milhões de euros. A publicidade recuou 2,5%, para 32,9 milhões. O segmento de revistas foi aquele onde a quebra das receitas mais se fez sentir: 9,2%, para 5,9 milhões de euros, com todas as linhas de receita a recuarem na comparação anual. Globalmente, esta unidade fechou com o EBITDA no vermelho: 568 mil euros negativos. Um aumento face aos 233 mil euros negativos registados em 2015.

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