Distribuição

Dona do Pingo Doce com lucros de 78 milhões até março

Pedro Soares dos Santos, presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins. Foto: DR
Pedro Soares dos Santos, presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins. Foto: DR

Extraindo o efeito da Monterroio no primeiro trimestre do ano passado, os lucros do grupo de distribuição teriam subido 4,6%,

O grupo Jerónimo Martins fechou o primeiro trimestre deste ano com lucros de 78 milhões, uma subida de 0,4% face a igual período do ano passado, altura em que os donos do Pingo Doce e da Biedronka lucraram 77 milhões. “Excluindo o impacto da Monterroio no primeiro trimestre de 2016, os resultados cresceram 4,6%”, destaca a Jerónimo Martins no relatório e contas dos primeiros três meses do ano divulgado esta quinta-feira.

Nos primeiros três meses do ano, o grupo investiu 101 milhões de euros, metade dos quais só na cadeia do grupo na Polónia, a Biedronka. Vinte e dois milhões foram aplicados na operação do grupo em Portugal, onde tem o Pingo Doce e o Recheio, tendo 18 milhões sido aplicados na Ara, na Colômbia. Os restantes 11 milhões foram aplicados em outras atividades, segundo o relatório e contas.

“Os números destes primeiros três meses dão-nos confiança de que o rumo estratégico traçado para os nossos negócios nos permitirá continuar a crescer e a superar o desempenho dos mercados onde operamos”, diz Pedro Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins, citado no comunicado.

Nos primeiros três as vendas do grupo, com presença em Portugal, Polónia e Colômbia, subiram 9%, para 3.679 milhões de euros, com o EBITDA a melhorar 4,6%, para 192 milhões.

Portugal: turismo beneficia Recheio

Em Portugal, a Páscoa em abril afetou negativamente os resultados no trimestre. “As vendas totais cresceram 0,8% para 823 milhões de euros, com um Like for Like (excluindo combustível) de -1,4%, impactado pelo efeito negativo do calendário”, refere a Jerónimo Martins.

No período o Pingo Doce remodelou 6 lojas, tendo ainda inauguradas duas novas lojas, informa a companhia em nota de imprensa.

Já o Recheio “continuou a beneficiar da atividade turística favorável”, com as vendas LFL a subir 5,2%, para vendas totais de 201 milhões, mais 7,2% do que face a igual período do ano passado.

Polónia: Briedronka abre mais 11 lojas até março

Na Polónia, onde o grupo gera o grosso das suas receitas, a Biedronka fechou março com receitas de 2.527 milhões de euros, mais 10,8% do que em relação aos primeiros três meses do ano passado. A cadeia abriu mais 11 lojas no trimestre, elevando para 2.729 o número de lojas até março.

A cadeia Hebe registou vendas de 36 milhões de euros, um aumento de 33,9%, tendo terminado o trimestre com 159 lojas, mais 24 do que em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Colômbia: Ara abre 23 novas lojas

A Ara fechou março com 244 lojas, depois de 23 aberturas nos primeiros três meses do ano. Até março gerou 87 milhões de euros em vendas, mais 81,8% do que face a igual período do ano passado.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Função Pública. Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens

Precários do Estado com menos de três anos de serviço vão ter concurso próprio

Maria Helena Rodrigues, presidente do STE

Precários: “Não é claro” como ficam trabalhadores mais qualificados, diz STE

Mario Draghi, no Fórum BCE 2017. Fotografia: Banco Central Europeu

Draghi. “A Europa precisa de um sucesso como o MIT”

Outros conteúdos GMG
Conteúdo Patrocinado
Dona do Pingo Doce com lucros de 78 milhões até março