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Dono da SIC está “atento” à compra da TVI pela Cofina

Francisco Pedro Balsemão, CEO do Grupo Impresa, que detém a SIC. Foto: Carlos Manuel Martins/Global Imagens
Francisco Pedro Balsemão, CEO do Grupo Impresa, que detém a SIC. Foto: Carlos Manuel Martins/Global Imagens

Desde agosto decorrem negociações exclusivas entre o dono da CMTV e a Prisa para a compra da TVI, a segunda estação generalista com mais audiências

O presidente executivo da Impresa, Francisco Pedro Balsemão, disse à Lusa estar atento ao negócio da compra da Media Capital pela Cofina, mas quer conhecer mais detalhes para se pronunciar em termos concorrenciais e regulatórios.

“Estamos atentos a quaisquer alterações neste setor da comunicação social e esta é uma operação que foi anunciada recentemente, mas ainda não há nada de concreto e enquanto não houver não vamos poder comentar. Precisamos saber mais detalhes, de ter mais informação seja em que sentido for”, disse o CEO da Impresa, acrescentando que em tempo oportuno o irá fazer.

Para já, o responsável do grupo – que detém a SIC, o Expresso, entre outros meios – diz que a preocupação é manterem-se focados na empresa e que é isso que têm feito.

“No último ano acabámos por fazer um excelente trabalho […] e quando esta operação [negócio Cofina/Media Capital] se concretizar – tudo indica que sim -, deveremos pronunciar-nos e avaliaremos isto de vários prismas, entre os quais no domínio concorrencial e regulatório”, afirmou ainda Francisco Pedro Balsemão à Lusa.

No dia 14 de agosto, a Cofina confirmou que estava a negociar com a Prisa a compra da Media Capital, dona da TVI, e um dia depois coube à empresa espanhola confirmar que estava em negociações em regime de exclusividade com a dona do Correio da Manhã sobre uma eventual venda da dona da TVI.

Em 16 de agosto, a Cofina adiantou estar a negociar com a Prisa a aquisição da Vertix, que detém 94,69% da Media Capital, admitindo lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a dona da TVI.

No mesmo dia, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) manifestou-se “preocupado” com o impacto de uma eventual compra da Media Capital pela Cofina, “nomeadamente no que respeita à concentração dos media” e à manutenção dos postos de trabalho.

“A excessiva concentração dos media tem repercussões ao nível da pluralidade e qualidade da informação e, nesse sentido, o SJ considera que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social tem de se pronunciar rapidamente sobre o negócio em curso”, refere o sindicato, em comunicado.

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