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Dono do Pingo Doce com lucros de 385 milhões o ano passado

Grupo prepara-se para investir entre 700 a 750 milhões este ano na expansão das insígnias e remodelação da Briedronka e Pingo Doce

A Jerónimo Martins fechou o ano passado com lucros de 385 milhões de euros, valor que representa uma descida de 35% em relação ao ano anterior, altura em que o grupo dono do Pingo Doce apresentou resultados líquidos de 593 milhões, refletindo a venda da Monterroio. Excluindo esse fator, a Jerónimo Martins apresentou um crescimento de 6,7% nos lucros, destaca o grupo, em comunicado ao mercado.

O grupo propõe ainda o pagamento de um dividendo de 385 milhões de dividendos aos acionistas, entregando todo o lucro aos acionistas.

A Jerónimo Martins fechou o ano passado com receitas de 16,3 mil milhões de euros, um aumento de 11,3% face ao ano anterior. Em 2017 foi gerado um cashflow de 249 milhões de euros, levando a uma posição líquida em caixa de 170 milhões de euros no final do ano passado.

Investimento e novas lojas

Em 2018 o grupo vai continuar a investir. “O programa de investimento do Grupo deverá manter-se nos níveis de 2017 e atingir um valor de 700-750 milhões de euros, incluindo, para além dos projetos de expansão de todas as insígnias, a manutenção do forte plano de remodelações da Biedronka e do Pingo Doce”, informa o grupo.

Na Polónia, o grupo conta adicionar entre 70-80 novas lojas à rede este ano; estando previsto na Colômbia cerca de 150 novas lojas Ara a juntar-se às atuais 389 lojas.

Em Portugal, o grupo não quantifica planos de novas lojas Pingo Doce ou Recheio. “O Pingo Doce manterá o foco nos seus pilares de diferenciação como forma de continuar a ganhar quota de mercado, enquanto o Recheio estará atento às oportunidades de crescimento nos vários canais de venda em que está presente”, diz apenas.

Dividendo de 385 milhões

O grupo vai propor na próxima assembleia geral de acionistas, que vai decorrer a 12 de abril, o pagamento de um dividendo de 385 milhões de euros, ou seja, um valor bruto de 0,613 euros por ação.

“Esta proposta de distribuição de dividendos corresponde, pelo segundo ano consecutivo, a um payout excecional de 100%, aproximadamente o dobro do que resultaria da aplicação da política de dividendos em vigor”, informa o grupo. “Considerando a sua posição de caixa, o Grupo mantém inalterado o seu plano de investimento e a flexibilidade para tirar partido de oportunidades de expansão não-orgânicas que possam surgir no curto prazo.”

Polónia: Biedronka vê receitas aumentar 13,2%

Na Polónia o grupo viu as vendas da Biedronka aumentar 13,2%, para 11,1 mil milhões de euros, com um EBITDA de 805 milhões (+13,8%), tendo a JM investido 354 milhões de euros (49% do capex do grupo) em 121 novas aberturas, 226 remodelações e um novo centro de distribuição inaugurado em outubro.

A Hebe adicionou 30 novas localizações, com as vendas a melhoraram 35,7%, para 166 milhões de euros.

Portugal: Pingo Doce investe 102 milhões

“O Pingo Doce investiu 102 milhões de euros, abrangendo 10 novas lojas, das quais 4 geridas através de contrato de agência. A insígnia procedeu ainda a 23 remodelações profundas e 21 de natureza mais ligeira”, informa o grupo, tendo ainda aberto um novo centro logístico.

A cadeia fechou o ano passado com receitas de 3,6 mil milhões de euros (+ 3,1%) e um EBITDA de 188 milhões, menos 1,6% do que em relação a 2016, com uma margem de 5,1% abaixo dos 5,4% registados no ano anterior “refletindo essencialmente a decisão da insígnia de executar, a partir de outubro, uma
revisão dos pacotes remuneratórios das suas equipas”, justifica o grupo.

O Recheio registou em 2017 vendas de 942 milhões (+7,2%), e um EBITDA de 50 milhões (+ 6,7%).
“O crescimento do EBITDA refletiu o muito bom desempenho das vendas e o controlo dos níveis de eficiência, num contexto de assumido investimento para impulsionar vendas”.

A cadeia de cash and carry investiu um total de 28 milhões de euros, incluindo a abertura de uma nova loja e a relocalização da plataforma de Food-Service do Porto.

Colômbia: Ara com 72% de aumento de vendas

A Ara alcançou vendas de 405 milhões de euros, mais 72% do que em relação a 2016, tendo investido 169 milhões de euros e aberto um total de 169 novas lojas. “Relativamente ao investimento em infraestrutura logística da Ara, registaram-se atrasos nos trabalhos preparatórios, que vão levar ao adiamento para 2019 da conclusão de dois dos Centros de Distribuição em desenvolvimento. Tendo em conta a distribuição geográfica da expansão realizada em 2017 e da prevista para 2018, estes atrasos não são, contudo, críticos para a execução do plano”, destaca o grupo.

A cadeia Ara e a Hebe na Polónia tiveram EBITDA negativo, em conjunto as duas cadeias registaram perdas de 85 milhões, uma subida em relação aos 62 milhões de perdas em 2016. A Ara foi “responsável por cerca de 88% do total”, situação justificada pelo grupo devido à “grande concentração de aberturas, na Colômbia, em dezembro de 2017 trouxe uma pressão, no EBITDA, maior do que a esperada ao nível dos custos de pré-abertura”.

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