Dono do Pingo Doce quer investir 700 milhões. Pingo Doce deverá abrir 10 super

O ano passado o grupo investiu 470 milhões, dos quais mais de 64% foram alocados à Biedronka, com o Pingo Doce a absorver 91 milhões e o Recheio 10 milhões.

A Jerónimo Martins estima investir este ano cerca de 700 milhões de euros, dos quais cerca de 60% na operação da Biedronka na Polónia. Em Portugal, o grupo conta abrir 10 super e remodelar outras 15 localizações.

"O programa de capex mantém um papel central nas prioridades de alocação de capital do Grupo e, em 2021, se as medidas de restrição que ainda possam vir a ser implementadas nos mercados em que operamos não impactarem a capacidade de execução, espera-se que se cifre em cerca 700 milhões de euros, dos quais cerca de 60% investidos na Biedronka", informa o grupo no seu relatório e contas.

O plano inclui a adição de cerca de 100 localizações (líquidas) à rede da Biedronka, das quais perto de 50% no formato de menor dimensão, e a remodelação de 250-300 lojas. O ano passado a cadeia efetuou 267 remodelações e abriu 129 lojas (113 adições líquidas), tendo acabado 2020 com uma rede de 3.115 localizações.

"Em Portugal, o Pingo Doce espera abrir cerca 10 lojas e remodelar cerca de 15 localizações, enquanto a Ara se prepara para adicionar mais de 100 novas localizações à sua rede de lojas", diz ainda o grupo.

O ano passado, o Pingo Doce abriu 13 novas lojas, terminando o ano com uma rede de 453 espaços, e realizou 20 remodelações. Já a colombiana Ara abriu 56 novos super (47 adições líquidas), terminando o ano com 663 lojas.

O ano passado o grupo investiu 470 milhões de euros, 64,3% foi alocado à Briedronka, com o Pingo Doce a absorver 19,4% desse montante (91 milhões) e o Recheio 2,1% (10 milhões). A colombiana Ara absorveu 6,5%, tendo outros investimentos recebido uma fatia de 7,7%.

Metade do montante foi alocado a remodelações, com 26% na expansão da rede e 24% a outros projetos.

No agroalimentar grupo avançou ainda em Portugal com um projeto, em parceria com o produtor Vale da Rosa, para a produção de uvas sem grainha biológicas, no montante de 7 milhões de euros. As primeiras vindimas estão previstas para 2024.

Neste campo, este ano já anunciou a compra, através da JMA, de 66,68% do capital social marroquina Mediterranean Aquafarm.

"Esta aquisição dá corpo a uma parceria em Marrocos que permitirá à JMA continuar a desenvolver a sua rede de aquacultura para produção, em jaulas colocadas em alto mar, de robalo, dourada e corvina, num país com condições costeiras excecionais que garantem elevada qualidade", referiu em comunicado ao mercado.

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