DPD entrega num mês 2,3 milhões de encomendas. "Se justificar" preparada para reforçar no confinamento

DPD garante estar ainda atenta às questões de segurança, num momento, em que se avolumam os casos de infeção por covid-19.

Na Black Fridy e no Natal mais digital de sempre a DPD Portugal entregou mais de 2,3 milhões de encomendas só num mês, uma subida de 26%. "O melhor resultado de sempre", garante a transportadora. Desde que foi conhecido que o país ia entrar num novo confinamento, a procura mantém "os mesmos níveis dos meses anteriores a dezembro", diz Olivier Establet. "Estamos já prontos para efetuar eventuais reforços de colaboradores ao nível operacional assim se se justificar", garante o CEO da DPD, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Entre o período da Black Friday e o Natal, 27 de novembro e 24 de dezembro, a transportadora entregou mais de 2,3 milhões de encomendas, com o maior pico a ser atingido a 2 de dezembro: mais de 200 mil encomendas.

"Este ano ultrapassámos as previsões que havíamos estabelecido, especialmente quando foi, mais que nunca, tão complexo prever a atividade em conjunto com os nossos clientes. Acreditamos que estes números indicam que os portugueses confiam cada vez mais nas compras online", diz Olivier Establet.

As entregas de encomendas online cresceram mais de 113% comparativamente a igual período do ano passado nesse período. "Com o confinamento obrigatório na maioria dos concelhos portugueses, os consumidores não se deslocaram às lojas físicas na mesma proporção que em anos anteriores, logo, as compras na Black Friday e 1ºs dias feriados de dezembro foram maioritariamente efetuadas online, em números a que nunca antes assistimos", refere o CEO da DPD Portugal.

Para fazer face a este aumento de atividade na chamada peak season, a companhia contratou mais de mais de 450 colaboradores, nas áreas da triagem e entrega de encomendas e no serviço a clientes e criou duas estações temporárias. Desenvolveu ainda o chatbot Maria, que só no mês de dezembro contou com mais de 56 mil interações.

Transportadora preparada para reforçar a operação no confinamento

A companhia não está a registar picos de procura semelhantes ao primeiro confinamento, com a procura a manter-se com os níveis pré-Black Friday desde que foi conhecido que o país iria entrar num novo confinamento.

"Até ao momento, mantêm-se os mesmos níveis dos meses anteriores a dezembro. Nos contactos que temos tido com os nossos principais clientes, também eles a estudar as possíveis consequências em termos de impacto no canal das vendas online, ressaltamos que não se espera como provável o mesmo impacto que no primeiro confinamento, o qual apanhou os consumidores menos preparados e motivou compras impulsivas em quantidades anormais", diz Olivier Establet, ao Dinheiro Vivo. Desta vez, considera o CEO da DPD Portugal, "será encarado com maior "normalidade", pelo que não se prevê um crescimento com a mesma intensidade, embora deva existir naturalmente uma transferência das vendas offline para as vendas online e, logo, um aumento por quantificar das entregas ao domicílio."

Mas, caso se revele necessário, a companhia mostra-se disponível para reforçar operação. "Estamos já prontos para efetuar eventuais reforços de colaboradores ao nível operacional assim se se justificar, e de forma a que sejam imediatos, em conjugação com o que sejam as perspetivas dos próprios retalhistas, nossos clientes", assegura Olivier Establet.

A DPD garante estar ainda atenta às questões de segurança, num momento, em que se avolumam os casos de infeção por covid-19.

"Desde a 1ª hora que nos adaptámos para fornecer todos os equipamentos de proteção individual aos nossos colaboradores e garantir os devidos desfasamentos horários nos locais com maior concentração de pessoas, pelo que estamos a cumprir integralmente as normas difundidas pela DGS", diz o CEO.

"Alterámos igualmente o procedimento de entrega, para um totalmente contactless, através do envio de um pin code aos consumidores, que facultam o mesmo ao nosso condutor, não sendo necessário assinar em papel ou no equipamento do mesmo. Caso surjam novas indicações de medidas por parte das Autoridades de Saúde, a DPD acautelará o cumprimento das mesmas", diz.

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