Comércio online

e-Commerce: mercado de 4,6 mil milhões em debate na Católica

Ana Ribeiro_Ecommerce Manager da Prof e Ricardo Oliveira_ Brand Manager da Lemon Jelly, são dois dos oradores da conferência de 5 de maio
Ana Ribeiro_Ecommerce Manager da Prof e Ricardo Oliveira_ Brand Manager da Lemon Jelly, são dois dos oradores da conferência de 5 de maio

Em 2025, os portugueses deverão gastar 8,9 mil milhões em compras online.

Farfetch, Salsa, El Corte Inglès Portugal, Lemon Jelly, Sport Zone, Undandy, Havaianas, Redicom e PROF são as nove marcas que irão dar a conhecer as suas estratégias de venda online na conferência ‘Tudo sobre e-Commerce’. O ponto de encontro é a Universidade Católica do Porto, no próximo dia 5 de maio, e o debate é sobre um mercado que, em Portugal, valeu, o ano passado, 4,6 mil milhões de euros.

A verdade é que Portugal está, ainda, muito aquém da média europeia no e-commerce. Embora 73% dos portugueses usem a internet (75% de média na Europa), só 36% fizeram compras online. Mas Portugal integra um mercado único de enorme potencial, com 685 milhões de habitantes com mais de 15 anos, dos quais 296 milhões de e-shoppers. “É importante atendermos aos números que espelham a realidade desta área de mercado. Estima-se que, na Europa, o comércio eletrónico represente a criação de mais de 2,5 milhões de empregos e que haja mais de 750 mil de e-commerce, com um investimento de 129 mil milhões de euros em marketing digital”, diz Vera Maia, co-fundadora e CEO da plataforma ‘Tudo Sobre e-Commerce’ e responsável pela organização do evento. “O comércio eletrónico abre na Europa, enquanto mercado único, possibilidades de crescimento de negócio e de alargamento do número de clientes a todas as empresas nesta área geográfica, pelo que é importante que as marcas portuguesas não deixem passar esta oportunidade”.

Os dados da última edição do Estudo da Economia Digital em Portugal, desenvolvido pela Associação da Economia Digital, a ACEPI, mostram que já se percorreu um longo caminho. Em 2009, só 48% dos portugueses usavam a internet e só 13% faziam compras por esta via. Números que subiram para 73% e 36%, respetivamente. As previsões são para que, até 2025, a taxa de utilizadores de internet suba para 91% e que os e-shoppers cresçam para 59%. O valor das compras online deverá quase duplicar para 8,9 mil milhões neste período. “Com as novas gerações, o comércio digital tem subido de forma muito interessante”, reconhece Vera Maia.

Segundo os dados da ACEPI, 50% das compras realizadas online ainda foram feitas fora de Portugal. O que significa que “ou não temos oferta ou não é adequada ao preço que o consumidor está disposto a pagar”, argumenta esta responsável. A questão é que tudo isto “leva muito tempo”, mas exige, também, uma equipa dedicada. “Grande parte do trabalho que fazemos nas empresas é de evangelização, para que os gestores entendam que é muito importante ter um a boa equipa no comércio digital e que o primeiro passo é investir em recursos humanos porque eles fazem toda a diferença”.

Criada em 2015, a ‘Tudo Sobre eCommerce’ dedica-se, essencialmente, à consultoria na área do comércio eletrónico, tendo ajudado já ao desenvolvimento “de mais de 50 projetos em Portugal”. E Vera Maia acredita que já vai existindo uma consciencialização crescente para o tema. “Criar uma marca offline leva tempo e exige recursos. Online também. E é preciso mudar o mind set em relação à tentativa-erro. Há que testar as audiências, perceber para quem queremos falar, e é preciso investir em publicidade para amplificar a marca e obter as vendas”, sublinha.

E é para ajudar as empresas e os empreendedores a perceber o que precisam de fazer e, sobretudo, a conhecer os casos de sucesso de grandes marcas portuguesas e internacionais, como a Farfetch, a Lemon Jelly, a Salsa ou a Havaianas, que servirá a conferência do dia 5 de maio. Ana Ribeiro, responsável de e-Commerce da PROF, destaca que, desde 2009, ano em que a marca de calçado lançou a sua loja online, a faturação cresceu na ordem dos 30%. Contratar as pessoas certas e ter uma “ótima gestão de stocks e de preços” e os “melhores parceiros a nível logístico” são, para Ana Ribeiro, os “fatores críticos de sucesso” na implementação de uma estratégia de vendas digitais.

Já a DHL Express assume-se como “o melhor barómetro de uma economia”, com o seu diretor de marketing e vendas, Nuno Álvares Pereira, a assegurar que o crescimento do negócio de venda online “tem sido exponencial”, com valores na ordem dos 20% em 2017. “A venda online tem a vantagem de podermos exportar para qualquer parte do mundo e isso é um driver importante para as empresas poderem crescer”, argumenta.

 

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