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“É fundamental ajudar os decisores a abraçar uma mudança de paradigma”

Ricardo Martins, diretor-geral da CEGOC (Imagem cedida)
Ricardo Martins, diretor-geral da CEGOC (Imagem cedida)

Decorre hoje e amanhã o Business Transformation Summit, uma iniciativa que vai desafiar líderes e equipas debruçarem-se sobre o tema da aceleração.

Numa altura em que a empresas se veem a braços com a aceleração e a transformação dos modelos de negócio, “é fundamental ajudar os decisores a abraçar uma mudança de paradigma pautada pela ascensão de novas tecnologias, o reposicionamento do papel do ser humano, a reinvenção dos modelos de liderança e da própria forma de gerir pessoas e negócios”, diz Ricardo Martins, diretor-geral da CEGOC.

A CEGOC atua no setor da formação e desenvolvimento profissional há quase 60 anos. “O nosso contributo em termos do suporte que damos às empresas na concretização dos seus planos de formação e desenvolvimento foi e continua a ser, muito significativo”, conta ao Dinheiro Vivo.

O responsável revela que ao longo dos anos, a consultora tem vindo a “testar nos últimos anos novas formas de conceber, instalar e escalar projetos de transformação organizacional. Evoluímos, por isso, de uma empresa inteiramente dedicada à entrega de bons programas de formação para uma organização focada em apoiar a transformação de empresas que queiram instalar processos transversais de mudança comportamental que tenham um impacto real no seu negócio”.

Defendendo que os modelos de negócio tradicionais estão a ser ultrapassados por empresas com menos do que 10 ou 15 anos de existência, Ricardo Martins afirma que é “demasiado redutor e até perigoso” acreditar que a tecnologia é o único fator de aceleração da transformação em curso.

“A realidade é bem mais complexa, já que as empresas precisam de pessoas que sejam criativas, ágeis e adaptáveis, capazes de conviver e lidar com as mudanças constantes no mercado. Por um lado, estas alterações tecnológicas profundas obrigam a que todos nós tenhamos de estar constantemente a (re)aprender para conseguir acompanhar o ritmo por vezes avassalador da mudança. Também não é menos verdade que cada vez mais se reconhece a importância de complementar a aquisição de um quadro de competências iminentemente técnicas com a aquisição e desenvolvimento de competências emocionais, sociais e humanas, que, com o advento da Inteligência Artificial, há já quem acredite que venham a ser dos ativos mais procurados pelos recrutadores”.

A CEGOC lançou este ano uma nova abordagem de formação, a 4REAL (Real Efficient Adapted Learning), uma solução 100% online que permite o utilizador personalizar o seu percurso de aprendizagem e envolver a chefia direta ao longo do percurso.

Mas há novidades. Em 2020, a empresa vai apresentar “um conjunto de novos e renovados percursos de aprendizagem, total ou parcialmente digitais, mais flexíveis, ágeis e eficazes”, adianta Ricardo Martins. Os novos métodos serão suportados por um novo elenco de parceiros estratégicos internacionais. “Destaco ao nível de liderança, produtividade, execução e confiança, a nossa parceria exclusiva com a FranklinCovey, e ao nível de sales performance, através do SPIN Selling Skills – o modelo de Venda Consultiva mais aplicado por profissionais de vendas em todo o mundo, a nossa parceria com a Huthwaite Internacional”.

Questionado sobre as tendências ao nível de recursos humanos, Ricardo Martins aponta para a necessidade de encontrar novas formas de olhar para o potencial humano dos quadros e colaboradores. “Já muito se disse sobre a guerra de talento. Mas pouco se fez para ajudar as organizações a refletir sobre o viés inconsciente que leva a maioria das empresas a procurar recrutar e reter colaboradores vindos sempre dos mesmo sítios, com as mesmas características, obedecendo na sua maioria a um determinado padrão”.

Fórum desafia líderes e equipas

Começa esta quarta-feira, 30 de outubro, o Business Transformation Summit. A iniciativa é promovida pelo grupo CEGOS, do qual a CEGOC faz parte, e vai decorrer até 31 de outubro, no LX Factory, em Lisboa. Nesta que é a quarta edição, líderes e respetivas equipas serão desafiados a inspirarem-se no tema Acceleration e “a conhecer especialistas em acelerar negócios, caçadores de tendências, empreendedores que fizeram nascer unicórnios, e até transumanistas”, conta Ricardo Martins, que defende que conceitos como estes precisam de ser debatidos e aprofundados.

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