indústria automóvel

É recorde: Peças para carros valem mais de 11 mil milhões de euros

4. Peças automóveis

83% dos componentes para automóveis vão para o estrangeiro mas a produção do T-Roc aumentou o mercado interno desta indústria.

A indústria que produz peças para automóveis em Portugal já vale 11,3 mil milhões de euros. O número recorde é relativo a 2018 e mostra que este sector representa 5% da economia portuguesa. Os dados foram anunciados esta quarta-feira em Ílhavo pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, durante o nono encontro da indústria automóvel. Este sector dá emprego a 55 000 pessoas.

Este mercado é claramente exportador, tendo em conta que 83% dos componentes para automóveis vão parar ao estrangeiro. Isto corresponde a 9,4 mil milhões de euros. Espanha, Alemanha, França e Reino Unido, por esta ordem, são os quatro países com maior peso nas exportações.

O mercado interno vale apenas 17% mas ainda assim cresceu em comparação com 2017. A culpa é do T-Roc, o primeiro automóvel de larga escala montado na Autoeuropa e que contribuiu para o recorde de produção desta indústria em 2018.

Leia mais: Quota de mercado dos carros a gasóleo cai para mínimos de 2003

A metalurgia e metalomecânica é a atividade que proporciona mais volume de negócios, com 32%; segue-se a área elétrica e de eletrónica, com 30%; a indústria de plásticos, borrachas e outros compósitos tem 19%.

Volume de negócios por atividade na indústria de componentes para automóveis. Fonte: AFIA

Volume de negócios por atividade na indústria de componentes para automóveis. Fonte: AFIA

A indústria de componentes deu emprego direto a 55 000 pessoas em 2018, mais 5,5% face ao ano anterior. Só nos últimos oito anos foram criados 15 000 postos de trabalho neste sector da economia portuguesa. O emprego na área de componentes para automóveis corresponde a 8% da indústria transformadora.

Há 235 empresas a produzir peças para carros em Portugal mas há 265 fábricas porque há empresas que contam com mais do que uma unidade de laboração. O distrito de Aveiro é o mais representando, com 65 fábricas. Seguem-se Porto, Braga e Viana do Castelo, respetivamente com 48, 36 e 27 unidades de produção. Apenas os distritos de Faro e de Beja não têm qualquer fábrica de produção de componentes.

Nota ainda para os 800 milhões de euros de investimento nesta indústria só em 2018 e que resultaram da “mudança do tipo de produtos produzidos, que implicaram capital para suportar este investimentos”, assinalam os dirigentes da AFIA.

Para 2019, prudência é a palavra de ordem. “Vivemos uma fase de enormes mudanças no sector automóvel e poderemos estar a ver os primeiros sintomas de estagnação na Europa”, avisou Tomás Moreira, presidente da AFIA, durante a abertura do encontro.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
António Costa, Mário Centeno e outros ministros num evento sobre os três anos de Governo. Fotografia: 
Gonçalo Delgado/Global Imagens

Costa só reverteu 35% do emprego público destruído no tempo de Passos e Portas

( Pedro Granadeiro / Global Imagens )

Salário já não é tudo para segurar jovens talentos

O Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. (Fotografia: Inácio Rosa/ Lusa)

Governo quer Finanças a fiscalizar Banco de Portugal

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
É recorde: Peças para carros valem mais de 11 mil milhões de euros