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easyJet anuncia em maio país da UE onde vai pedir certificado de operador

A easyJet vai anunciar em maio o país onde a companhia aérea pedirá um Certificado de Operação Aérea a nível comunitário.

A easyJet vai anunciar em maio o país onde a companhia aérea pedirá um Certificado de Operação Aérea a nível comunitário, que garantirá a operacionalidade após o ‘Brexit’. Portugal está entre os candidatos, tal como o Dinheiro Vivo avançou em primeira mão no início de março.

 

“Vamos pedir um certificado de operador comunitário. Iniciámos um processo que é moroso e complexo. À partida todos os países comunitários eram hipóteses e estamos muito perto de concluir uma decisão sobre esse assunto. Em maio, o mais tardar será apresentado”, disse o diretor da easyJet em Portugal, José Lopes, em conferência de imprensa.

Questionado diretamente, sobre se Portugal é uma das possibilidades, José Lopes não adiantou pormenores, frisando que “em nenhum momento confirmou notícias relativamente a nomes de países”, mas avançou que “vindo para Portugal, a easyJet ultrapassaria a TAP”. Se for esse o caso, a easyJet ultrapassará então a TAP, cuja “frota não chega aos 100 aviões”, mesmo com os aviões da White que operam para a TAP.

O certificado em causa permitirá à easyJet continuar a operar na União Europeia, apesar da saída do Reino Unido daquele bloco económico, e ao país escolhido uma série de benefícios.

“Estamos a falar de 100 a 150 aviões registados nesse país. Tirando três países na UE, em qualquer um dos outros tornar-nos-emos na maior companhia de aviação desse país, que passará a representar uma das cinco maiores companhias de aviação da Europa”, acrescentou. Outro grande benefício, destacou, é “o peso muito maior” que terá o regulador do país escolhido em termos de discussão da política aérea internacional e em termos estratégicos.

Em paralelo, José Lopes falou também da vantagem económica já que uma companhia que está registada num determinado regulador tem um custo anual: “Só para este processo, o investimento é de 10 milhões de euros para registo. Isto implica a criação de uma subsidiária em termos operacionais, uma vez que irá responder ao regulador desse país”.

José Lopes alertou, à semelhança do que já fez a presidente executiva da companhia, que a criação de uma subsidiária não pode ser confundida com uma alteração da base da empresa, que “continuará a ter a sua sede no Reino Unido”.

O capital é que terá de ser maioritariamente comunitário. Mas essa questão estará praticamente acautelada, já que o dono principal grupo, Stelios Haji-Ioannou, já tem dupla nacionalidade e é britânico-cipriota.

“Hoje em dia, já temos 48% de capital comunitário. Temos é de ter mais 3%” para chegar aos 51%, uma operação que poderá ser realizada através de compra e venda. O processo deverá ficar concluído “bem antes do ‘Brexit'”, mas deverá demorar pelo menos um ano a ser implementado, já que entre outros aspetos obriga os aviões da empresa a serem “individualmente inspecionados pelo novo regulador antes de serem aprovados e inscritos no certificado de operador”.

Por outro lado, o responsável em Portugal sublinhou a necessidade da “aviação ser encarada como um caso particular” no âmbito das negociações do ‘Brexit’, lembrando que dois terços do tráfego europeu é originário ou tem como destino o Reino Unido.

“Terá de haver um acordo novo. Uma situação de ‘Brexit’ que não tenha atenção a particularidade do negócio da aviação afetará todos os países. Basta haver uma limitação no número de frequências e o preço dispara”, alertou.

“O ideal seria que se mantivesse [o acordo] em número de frequências. É muito importante o livre acesso ao mercado como hoje existe”, afirmou.

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