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easyJet: “Os militares têm de libertar espaço aéreo em Lisboa”

José Lopes, diretor geral da easyJet para Portugal. (Fotografia: direitos reservados)
José Lopes, diretor geral da easyJet para Portugal. (Fotografia: direitos reservados)

Taxa de ocupação da easyJet em Lisboa é de 96%. Country manager para Portugal alerta que já há dois verões que não é possível crescer em slots

Há dois verões que a easyJet não consegue negociar mais slots no aeroporto de Lisboa. Fazem-se “as acrobacias possíveis” para continuar a aumentar a capacidade no principal ponto de chegada a Portugal mas, diz José Lopes, country manager da easyJet em Portugal, é preciso mais. “As boas notícias é que a ANA já obteve autorização para encerrar a pista secundária, e pode começar com as obras no aeroporto de Lisboa, mas é necessária uma melhoria do espaço aéreo superior. Os militares têm de libertar espaço”.

Em dia de apresentação de contas referentes ao primeiro semestre do ano fiscal, José Lopes admite que “Portugal é um dos países onde a easyJet mais está a crescer”, mas sublinha que esse crescimento da operação faz-se agora a partir do Porto e de Faro.

No Algarve, a companhia britânica aumentou a capacidade em 40% nos últimos dois anos, tendo já 22 rotas diretas a partir de Faro, num total de 64 rotas que opera em Portugal. No Porto a capacidade cresceu 12% no último semestre, um valor que permitiu também um aumento de 12% no número de passageiros transportados de e para o Sá Carneiro.

Em Lisboa, fez-se ginástica, conta o responsável. “Com um aumento de 6% na capacidade, que se fez essencialmente pelo aumento das aeronaves A319 para A320, foi possível transportar 1,2 milhões de passageiros”. A troca dos aviões aumenta em 30 assentos a capacidade do avião.

Não chega. “A Portela tem de crescer. Ainda há muito espaço para o aeroporto de Lisboa crescer e nós apelamos a todos os stakeholders para que trabalhem no sentido de aumentar a capacidade do aeroporto. Não queremos que este seja o terceiro verão sem crescimento”, sublinhou José Lopes, detalhando ainda que as taxas de ocupação já estão em 96% e que, por isso, a margem de crescimento já é curta. “Portugal tem as taxas de ocupação mais elevadas muito por causa de Lisboa”, defendeu José Lopes.

A nível geral, a easyJet aumentou a capacidade oferecida em 7% no primeiro semestre deste ano, mas viu a taxa de ocupação caiu um ponto percentual para 90,1%.

As receitas deste semestre melhoraram 7,3% para 2,343 milhões de libras fruto do aumento da capacidade também vantagem cambial, apesar do abrandamento do mercado do Reino Unido.

Em todo o caso, a companhia aérea com sede em Luton obteve resultados negativos de 272 milhões de libras até 31 de março de 2019. As perdas deveram-se em grande parte ao aumento do preço dos combustíveis.

Para este ano, a companhia aérea já garantiu grande parte das suas necessidades (73% até setembro e 62% a partir de setembro). José Lopes lembra que “a política de hedging confere à easyJet uma vantagem competitiva” em relação aos concorrentes diretos.

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