easyJet paga 3,5 milhões de euros para contornar Brexit

Pedido de licença dentro da UE já está a ter custos. Até final do ano são 3,5 milhões, mas fatura ascende a 11 milhões nos próximos anos.

Nos últimos seis meses, a easyJet desembolsou à volta de 1,2 milhões de euros só para desenhar os seus planos de reorganização de operação na União Europeia.

Em dia de apresentação de resultados, a companhia aérea confirmou que continua em busca de um novo país para pedir um novo certificado de operação aérea, de forma a evitar o fecho de fronteiras que o Brexit deverá trazer. Adiantou ainda que a fatura está longe de ficar por aqui: o novo pedido de AOC deverá custar 11,7 milhões de euros (10 milhões de libras) à transportadora, que terá de criar uma nova subsidiária europeia que passe a servir as rotas dentro da UE. Só até final deste ano o custo deverá ascender a 3,5 milhões de euros, 3 milhões de libras, detalhou a companhia aérea, que ainda não revelou qual o país escolhido.

"Esperamos ainda incorrer em custos à volta de 10 milhões de libras na revisão operacional num período de três anos, e mais de seis milhões de libras neste ano fiscal", referiu ainda a companhia aérea.

No fecho do último semestre fiscal, terminado a 31 de março, a companhia aérea cresceu 9% em número de passageiros para 33,8 milhões de pessoas transportadas, com a receita a avançar 3,2% para 1,8 mil milhões de libras, dois mil milhões de euros.

A companhia registou m prejuízo, antes de impostos, de 212 milhões de libras, que justifica com a alteração do período da Páscoa, este ano, para a segunda metade do ano. Sem este factor, a perda reduzia-se para 85 milhões de libras.

"As nossas reservas para o verão estão acima das do ano passado, demonstrando que a procura por voar continua forte e prova que os consumidores estão a dar prioridade a despesas em voos e férias em detrimento de outros itens não essenciais", detalhou a CEO da companhia, Carolyn McCall.

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