Energia

EDP investe 7 mil milhões até 2020

A EDP está a apresentar esta quinta-feira de manhã, em Londres, o plano estratégico para o período entre 2016 e 2020.

Os analistas esperavam uma maior disciplina e até um corte nos investimentos da EDP até 2020, mas a empresa está focada apenas na disciplina. De acordo com o novo plano estratégico para o período 2016-2020, que está a ser apresentado esta quinta-feira de manhã em Londres, a elétrica pretende investir 1,4 mil milhões de euros por ano, em média, ou seja, um total de sete mil milhões de euros nos cinco anos.

Sem ser em média, a empresa diz que estima investir 1,2 mil milhões por ano em 2016 e 2017 – o mesmo que já estimavam no plano anterior apresentado em 2014 e com metas até 2017 – e mais 1,6 mil milhões de euros por ano entre 2018 e 2020, ou seja, 7,2 mil milhões de euros.

Este valor é superior aos 5,6 mil milhões de euros que a EDP tinha apresentado para o período entre 2014 e 2017, mas não é comparável porque a estratégia que está a ser apresentada esta manhã é para cinco anos e não quatro.

E ainda porque o atual plano de negócios inclui, de facto, uma maior disciplina de investimento baseada em desinvestimentos, ou seja, considera uma estimativa de vendas de ativos no valor de 2,1 mil milhões de euros ao longo dos cinco anos. No plano anterior, a estimativa era de apenas 700 milhões de euros, ainda que depois tenha sido conseguido um valor maior.

Estes 2,1 mil milhões serão conseguidos com a venda de participações minoritárias em parques eólicos no valor de 1,1 mil milhões de euros em cinco anos e com a venda de ativos à China Three Gorges (CTG) e ainda de pequenas vendas de outros ativos do grupo, no valor total de mil milhões de euros igualmente nos cinco anos.

Do total a investir neste período, a maioria – 45% – é para as renováveis que a empresa reforça como sendo o principal motor de crescimento para os próximos anos. “Começamos em 2006 com mais ou menos 300 MW de renováveis, mas definimo-las como estratégia”, disse o CEO da empresa, António Mexia.

Contudo, este foco será sempre em renováveis “com contratos de longo prazo”, ou seja, com preços fixos a pelo menos 20 anos, como os que tem feito até agora. E será, maioritariamente, nos EUA.

*A jornalista viajou a Londres a convite da EDP

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