EDP. OPA da Renováveis "é muito importante para o futuro"

A EDP lançou ontem uma OPA sobre a Renováveis e anunciou a venda da Naturgas. Operação deve estar concluída até ao início do terceiro trimestre

A EDP defende que o momento é o certo para vender a Naturgas e voltar a integrar no seu perímetro a EDP Renováveis, reforçando as metas para 2020. A OPA sobre a Renováveis é, garantiu António Mexia, presidente da EDP, "muito importante para o futuro".

A elétrica liderada por António Mexia, em conferência telefónica com analistas, não quis avançar detalhes sobre a OPA lançada sobre a Renováveis esta segunda-feira mas foi dizendo que a venda dos ativos de gás mostram o foco estratégico da EDP nos ativos core.

"A compra da EDP Renováveis é muito importante para o futuro da empresa e mostra que temos sido coerentes com o que temos dito ao mercado", afirmou António Mexia, presidente da EDP, aos analistas. O gestor não avançou detalhes sobre a OPA da EDP Renováveis, além dos já divulgados, dizendo que é preciso esperar pelo prospecto, o que ainda deverá demorar "algumas semanas".

Os ativos de gás, defendeu, não contribuem para a "diversificação geográfica dos ativos, que é algo em que temos estado focados, assim como nas renováveis". E frisou que estes dois negócios serão positivos para "ambos os acionistas".

A EDP anunciou esta segunda-feira uma OPA sobre o capital da EDP Renováveis que ainda não detém, pagando 6,80 euros por ação, 10,5% acima do preço médio ponderado dos últimos seis meses e ligeiramente abaixo da avaliação dos analistas. Feitas as contas, a elétrica vai pagar cerca de 1,3 mil milhões de euros e a venda da Naturgas servirá para financiar a operação. A operação deverá estar concluída no final do segundo trimestre ou início do terceiro.

A EDP anunciou em seguida a venda da Naturgas, ativo de gás em Espanha, por 2,59 mil milhões de euros, confirmando notícias que davam conta de que o negócio estava a ser desenhado, apesar de Mexia ter garantido, na apresentação de resultados, que "nada" se passava. O preço tem implícita uma avaliação de 15,7 vezes o EBITDA e fica 50% a médio das avaliações do mercado, garantiu.

200 milhões de euros deste encaixe serão pagos ao longo de cinco anos e a EDP vai registar uma mais valia de 700 milhões de euros este ano com o negócio, revelou Mexia.

"As duas transações são muito importantes. Dá visibilidade à história da empresa e cria valor para ambos os acionistas", afirmou Mexia.

A reorganização de ativos reforça as metas definidas para 2020, defende Mexia. A OPA sobre a EDP Renováveis traz "maior cooperação com as operações em Portugal, Espanha e também no Brasil". Além disso, permite mais um passo na redução da dívida líquida da empresa, um dos focos estratégicos da EDP.

 

 

 

 

 

Questionado pelos analistas sobre a venda da Portgas António Mexia garantiu que a venda deste ativo já tinha ficado clara no final do ano passado e que "está para breve".

A EDP aguarda agora a publicação do prospecto sobre a OPA da Renováveis para poder dar mais detalhes sobre a operação.

 

 

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