energia eólica

EDP Renováveis leva tecnologia eólica flutuante para a Ásia e investe na Coreia

Crédito: Windfloat
Crédito: Windfloat

Parceria entre a EDP Renováveis e a francesa Engie tornará o grupo num dos cinco maiores operadores de energia eólica offshore a nível global

Com o projeto eólico flutuante Windfloat Atlantic ainda por estrear ao largo da costa de Viana do Castelo (está prometida a sua entrada em produção até ao final do ano), a EDP Renováveis (EDPR) já está apostar na internacionalização desta nova tecnologia para a produção de energia renovável em mar alto.

E o seu início é feito pela Ásia, tal como o CEO do grupo, António Mexia, e o CEO da EDPR, João Manso Neto, tinham já avançado no lançamento do projeto Windfloat. Para isso, a EDPR juntou-se à WindPower Korea e a Aker Solutions para formarem um consórcio que pretende desenvolver um parque eólico flutuante com 500 MW.

Na prática, a EDP Renováveis e a Aker Solutions, uma empresa de engenharia e tecnologia com mais de 40 anos, especializada na realização de projetos em alto mar, decidiram investir na empresa de desenvolvimento Korea Floating Wind Power («KFWind»). As duas empresas juntam-se assim à WindPowerKorea, acionista fundador da KFWind.

O projeto será construído ao largo da cidade de Ulsan, na Coreia do Sul, informou a empresa em comunicado.

A tecnologia Windfloat, que será também instalada nos mares de Portugal, em breve, vai ser fornecida para a Coreia do Sul pela Principle Power.

Este parque eólico será incluído na joint-venture anunciada entre a EDP Renováveis e a francesa Engie, que tem como objetivo tornar-se um dos cinco maiores operadores de energia eólica offshore a nível global. Esta parceria EDPR/Engie tem atualmente 1,5 GW de capacidade em construção e 4,0 GW em desenvolvimento.

A EDPR tem também um compromisso com o consórcio Windplus, que está a desenvolver o projeto Windfloat em Portugal, permitindo instalar as três maiores turbinas eólicas offshore numa plataforma flutuante até à data.

Este novo consórcio para a Coreia do Sul está empenhado em apoiar os ambiciosos planos de energia renovável do governo sul-coreano, que quer instalar 13 GW de energia eólica em alto mar até 2030 e ter pelo menos 30% de produção renovável até 2040.

A EDPR e a Akso Solutions adquiriram uma participação na KFWind à WindPower Korea, uma empreendedora de projetos que continua a ser acionista minoritária, e à Principle Power, líder global em tecnologia eólica flutuante, que irá sair da estrutura acionista para se concentrar no desenvolvimento da sua tecnologia central e da atividade de serviços no mercado coreano, informou a EDP em comunicado.

Por sua vez, a KFWind assinou um Memorando de Entendimento com a autarquia de Ulsan, em janeiro de 2019, para cooperar no desenvolvimento de projetos eólicos flutuantes e apoiar o desenvolvimento industrial da região de Ulsan como centro de produção para o mercado eólico offshore da Coreia do Sul e de outros países.

A região de Ulsan tem as condições necessárias para a comercialização de energia eólica flutuante, devido à combinação de estaleiros navais líderes no mercado, forte técnica marítima e instalações portuárias de qualidade na região.

O parque eólico irá fazer uso da tecnologia inovadora WindFloat, que permite a instalação de plataformas flutuantes em águas profundas, até aqui inacessíveis, e onde podem ser aproveitados os melhores recursos eólicos da Coreia do Sul.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
O ensino profissional é uma das áreas em que Portugal se posiciona pior na tabela do IMD World Talent Ranking 2019. Fotografia: Miguel Pereira/Global Imagens

Portugal é 23º no ranking mundial de talento. Caiu seis posições

O ensino profissional é uma das áreas em que Portugal se posiciona pior na tabela do IMD World Talent Ranking 2019. Fotografia: Miguel Pereira/Global Imagens

Portugal é 23º no ranking mundial de talento. Caiu seis posições

Foto: D.R.

TAP soma prejuízos de 111 milhões até setembro. E vai contratar mais 800 pessoas

Outros conteúdos GMG
EDP Renováveis leva tecnologia eólica flutuante para a Ásia e investe na Coreia