EDP vai continuar a investir em Portugal apesar das "nuvens"

António Mexia, presidente da EDP, mencionou várias vezes, esta terça-feira, em Londres, a existência de nuvens em Portugal.

A EDP vai continuar a investir em Portugal, apesar das medidas regulatórias que lhe foram aplicadas e que levaram a empresa a registar, pela primeira vez, um prejuízo na atividade no mercado português em 2018.

"Não é o passado que pode condicionar a responsabilidade que sentimos com Portugal", disse António Mexia, esta terça-feira, em Londres, numa conferência de imprensa, após a divulgação do plano estratégico do grupo para 2019-2022. .

Mas o presidente executivo da EDP deixou recados ao governo. O gestor indicou que, apesar do "ambiente turvo", a elétrica vai continuar comprometida com o país. "Sempre fomos comprometidos com Portugal", afirmou. Mas "a estabilidade das regras é fundamental" e "os investimentos implicam estabilidade nas regras do jogo".

"É a primeira vez na história que temos prejuízos em Portugal. Não será o caso em 2019", afirmou Mexia sublinhando que as medidas regulatórias levaram a empresa a ter de provisionar 285 milhões de euros em 2018, o que levou aos prejuízos. Mas lembrou que este efeito extraordinário só se regista uma vez. No próximo ano já não será contabilizado. Além de que a empresa vai contestar a decisão do governo sobre terem existido pagamentos a mais em compensações à elétrica.

E indicou que, ao fim de "décadas de investimento maciço" em Portugal, a rentabilidade do negócio da EDP no país é baixa comparando com pares na Europa.

Mexia frisou que a EDP vê "oportunidades em Portugal" e recordou que o grupo "foi o maior investidor no país na última década. "Podem contar connosco", disse.

 

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