Energia

EDP vende EDP Small Hydro aos alemães da Aquila por 164 milhões

António Mexia, presidente da EDP. Fotografia: Miguel A. Lopes/Lusa
António Mexia, presidente da EDP. Fotografia: Miguel A. Lopes/Lusa

A Small Hydro que detém, direta e indiretamente, 21 centrais mini-hídricas em Portugal

A EDP firmou um acordo com a Aquila Capital para a venda, por 164 milhões de euros, da totalidade do capital da EDP Small Hydro, que detém direta e indiretamente 21 centrais mini-hídricas em Portugal.

“A EDP, através da sua subsidiária EDP – Gestão da Produção de Energia, S.A., chegou a um acordo com a Aquila Capital para a venda de 100% da EDP Small Hydro, S.A. (“Small Hydro”), que detém sete centrais mini-hídricas e a Pebble Hydro – Consultoria, Invest. e Serv., Lda (“Pebble Hydro”) que, por sua vez, detém 14 centrais mini-hídricas”, lê-se num comunicado enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo a elétrica portuguesa, as 21 centrais mini-hídricas em questão “têm uma concessão residual média de 14 anos, situam-se nas regiões Centro e Norte de Portugal e totalizam 103 MW [megawatts] de capacidade instalada”.

A EDP adianta que “o preço da transação acordado corresponde a um ‘enterprise value’ de 164 milhões de euros”, sujeito a “ajustes entre a presente data e a conclusão da operação”, que está ainda sujeita a aprovação pelas autoridades competentes.

Tal como a venda de 50% da EDP Produção Bioeléctrica S.A. à Altri, acordada a 31 de julho por 55 milhões de euros, esta transação enquadra-se na estratégia de “otimização do portfólio” da EDP, “através da alienação de atividades não estratégicas e de escala reduzida em Portugal, bem como da alocação destes fundos a outras áreas de crescimento”.

De acordo com os dados avançados pela EDP, o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) total da Small Hydro e da Pebble Hydro nos últimos 12 meses ascendeu a 21 milhões de euros.

A EDP reportou na quinta-feira uma quebra homóloga de 74% do lucro nos primeiros nove meses de 2018, para 297 milhões de euros, justificando que os resultados foram “fortemente penalizados” pela decisão do Governo sobre a alegada sobrecompensação dos CMEC (Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual).

Em comunicado enviado na quinta-feira à CMVM, a elétrica liderada por António Mexia explicou que constituiu uma provisão de 285 milhões de euros para fazer face a esta questão e que “o impacto desta provisão não recorrente no resultado líquido da EDP ascende a 195 milhões de euros, traduzindo-se num resultado líquido do grupo EDP de 297 milhões de euros” até setembro.

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