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Eduardo Catroga continua no Conselho Geral e de Supervisão da EDP

Eduardo Catroga era presidente do órgão desde 2012.
Eduardo Catroga era presidente do órgão desde 2012.

Ex-ministro das Finanças fica como representante da CTG. Luís Amado passa a presidir ao órgão.

O ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga vai continuar a ser um dos representantes da China Three Gorges (CTG), maior acionista da EDP, no Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da elétrica, de acordo com comunicado ao mercado.

A presidência deste órgão – desde 2012 liderado por Eduardo Catroga – passa agora a ser assumida pelo ex-ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros Luís Amado, nome que foi proposto pelos acionistas CTG, BCP, Sonatrach, Oppidum e Senfora – que representam mais de 40% do capital.

Segundo a comunicação enviada esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Catroga é um dos cinco representantes da CTG no órgão fiscalizador da companhia, continuando assim ligado à EDP no próximo triénio, como aliás já tinha adiantado em entrevista à revista Sábado.

Nuno Amado, presidente executivo do BCP, continua a ser o representante da instituição financeira no CGS da EDP.

O CGS é composto por 21 membros, escolhidos pelos principais acionistas da elétrica, sendo a maioria independentes, entre os quais Maria Celeste Cardona, Ilídio de Pinho, Braga de Macedo e Vasco Rocha Vieira.

No final da assembleia-geral de acionistas de quinta-feira, em que foi aprovado no cargo, Luís Amado afirmou que se abre um novo ciclo na elétrica, considerando que problemas que causam “algum ruído” têm que ser resolvidos com “espírito de diálogo”.

“Estou muito estimulado a contribuir, na medida do possível, para a resolução de algum desses problemas. As circunstâncias justificam que se encontrem soluções para alguns problemas que estão identificados e que têm produzido algum ruído que não é favorável nem à empresa nem a nenhuma das partes”, declarou Luís Amado em conferência de imprensa, na quinta-feira à noite.

O ex-ministro da Defesa considerou que a EDP “é um grupo demasiado importante para a economia portuguesa para que estes temas não sejam trabalhados em espírito de diálogo e concertação”, referindo-se aos diferendos com o Governo e com o regulador do setor, nomeadamente sobre os Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).

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