Inovação

Efacec duplica vendas na mobilidade elétrica e garante estabilidade acionista

A Efacec inaugurou há um ano uma unidade industrial dedicada à mobilidade elétrica.
A Efacec inaugurou há um ano uma unidade industrial dedicada à mobilidade elétrica.

A produção de carregadores elétricos está em franco crescimento, estando a empresa a desenvolver um novo investimento que ascende a cinco milhões

A Efacec mais que duplicou as vendas na atividade da mobilidade elétrica, tendo atingido uma faturação de 36 milhões de euros no ano passado com esta área de negócio. Em simultâneo, a empresa detida maioritariamente por Isabel dos Santos criou mais 100 postos de trabalho neste ramo, respondendo agora por 210 colaboradores dedicados à produção de carregadores rápidos e ultrarrápidos para veículos elétricos.

A empresa, que hoje fez um balanço deste negócio – um ano após a inauguração da unidade na Maia -, tem agora em construção uma nova nave industrial, que irá albergar uma área de automação e gestão de energia com competências na área digital. Segundo Ângelo Ramalho, CEO da Efacec, “a componente de infraestruturas está já em construção”, mas o grande investimento será nos recursos humanos. Ainda assim, o projeto ascende a cinco milhões de euros.

Produção em crescimento
Ângelo Ramalho sublinhou que neste último ano a atividade da mobilidade elétrica triplicou a capacidade de produção para nove mil carregadores/ano. A exportação é o destino principal da produção, com os Estados Unidos e a Europa a destacarem-se entre os principais mercados (valem 90% deste negócio). Atualmente, os carregadores elétricos fabricados na Maia estão presentes em 45 países.

De acordo com o presidente executivo do grupo, a Efacec está a trabalhar para clientes como o Electrify America, British Petroleum, Shell, Transport of London, Volvo, Nissan, entre outros. Em simultâneo, a empresa está a participar num consórcio Ultra-E, que vai criar uma rede de carga ultrarrápida piloto na Europa.

O crescimento da mobilidade elétrica em várias geografias mundiais permite antever que o volume de negócios da Efacec na área dos carregadores irá crescer para 65 milhões já este ano. O objetivo é que esta área pese num futuro próximo 15% na atividade global do grupo. Hoje em dia representa 6%.

Estabilidade acionista
Apesar das controvérsias despoletadas pela saída da Empresa Nacional de Distribuição de Eletricidade angolana do capital da Efacec, decretada no verão passado pelo presidente de Angola, o grupo português está estável e a seguir a estratégia iniciada em 2015.

Mário Leite da Silva, presidente do conselho de administração da Efacec, garantiu ao Dinheiro Vivo que os atuais acionistas (numa referência à empresária angolana Isabel dos Santos) “entraram numa perspetiva de longo prazo, de criar valor, postos de trabalho qualificados”. E frisou: “Estamos profundamente satisfeitos e os resultados alcançados até agora demonstram uma estratégia de futuro”, recordando que está em curso uma “nova fábrica de automação e gestão de energia, um projeto muito positivo”.

Este balanço da atividade da mobilidade elétrica contou com a presença do comissário europeu para a área da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas. O responsável visitou a Efacec para transmitir que a prioridade europeia está no combate às alterações climáticas e que é relevante contar à União Europeia o que se faz em Portugal que possa contribuir para esse paradigma, como é o caso dos carregadores elétricos da Efacec.

 

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