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Efacec ganha contrato de 10 milhões na Guiné para sistema elétrico

Vanessa Loureiro (vogal) e Ângelo Ramalho (CEO) apresentaram resultados de 2016 da Efacec.
Foto: Global Imagens
Vanessa Loureiro (vogal) e Ângelo Ramalho (CEO) apresentaram resultados de 2016 da Efacec. Foto: Global Imagens

Empresa portuguesa assinou ontem de manhã contrato para sistema de evacuação de energia elétrica com 6 quilómetros e duas subestações em Bôr

A Efacec assinou ontem de manhã um contrato com o governo da Guiné-Bissau para a construção de um sistema de evacuação de energia elétrica e duas subestações da nova central elétrica de Bôr, no valor de 10 milhões de euros. A obra deve arrancar ainda este ano e terá um prazo de execução de 17 meses, no caso das subestações, e de onze meses posteriormente, para a rede elétrica.

“É o corolário de um processo em que participámos, para o reforço da capacidade da central elétrica. O contrato diz respeito ao Lote 1, que inclui duas subestações”, explicou Rolando Rodrigues, administrador da Efacec, em declarações ao DN/Dinheiro Vivo. As subestações serão de 30 por 10 quilowatts e serão responsáveis por ligar a nova central elétrica à capital, Bissau.

Segundo o mesmo responsável, no contrato está também incluido o sistema de evacuação de energia elétrica, através de uma linha de pouco mais de seis quilómetros. “A assinatura do contrato decorreu esta manhã [de ontem], o resto das conversações decorrem nos próximos meses e até ao fim deste ano esperamos ter a obra no terreno”, acrescentou ainda o administrador da Efacec ao DV.

“Este contrato, orçado num montante de aproximadamente 10 milhões de euros foi adjudicado à Efacec, empresa portuguesa com uma vasta experiência no ramo, na sequência de um concurso público internacional, para o qual conseguimos mobilizar financiamento junto do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento e da União Económica Monetária da África Ocidental”, comentou já o ministro da Energia da Guiné, Florentino Mendes Pereira, citado ontem pela agência Lusa.

Para o governante, este contrato assim como a negociação em curso de um protocolo com o Instituto Superior de Engenharia do Porto para a formação de engenheiros eletrotécnicos e eletromecânicos, são sinais de que a Guiné-Bissau pode e deve ser novamente um destino de eleição para os investidores portugueses. “O país quer contar com a boa vontade e disponibilidade das instituições políticas e diplomáticas portuguesas no grande desafio que constitui o desenvolvimento socioeconómico do país”, afirmou o ministro, à Lusa.

Contrato na Ruanda

O contrato ontem assinado na Guiné-Bissau pela Efacec surge menos de um mês depois da empresa ter garantido um outro de idêntica dimensão no Ruanda. Em meados de maio a empresa anunciou ter ganho o projeto de engenharia, fornecimento, supervisão e comissionamento de três novas subestações no Ruanda, um contrato de 10,5 milhões de euros para a distribuição de eletricidade em zonas rurais daquele país.

Em comunicado então divulgado, a Efacec explicou que o contrato tem como prazo de execução18 meses e que passa por uma obra que irá “escoar os 80 megawatts produzidos na Central de Biomassa de Mamba para a rede elétrica nacional”. Este projeto está entre os eleitos pelo governo ruandês para cumprir o objetivo de, até 2018, ter 70% das famílias com acesso a energia elétrica, contra os atuais 25%.

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