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Efacec. “Não está pensado nem em curso nenhum processo de despedimento”

Efacec emprega 2.500 trabalhadores e fatura 500 milhões de euros/ano

A Efacec garante que não está em curso nenhum processo de despedimento apesar de ter pedido a extensão do estatuto para rescisões por mútuo acordo

A Efacec garante que “não está pensado nem em curso nenhum processo de despedimento”, apesar de ter pedido ao Governo a extensão do estatuto que permite fazer rescisões por mútuo acordo.

“Até dezembro de 2016 não utilizámos essa prerrogativa e o que pedimos foi a oportunidade de o podermos fazer mais adiante. Não queremos fazê-lo, mas se podemos ter a capacidade de o fazer, porque é que não vamos usá-la”, afirmou o presidente executivo da Efacec, Ângelo Ramalho, na conferência de imprensa de apresentação de resultados de 2016.

Atualmente com 2.330 colaboradores, dos quais 2.000 em Portugal, o grupo Efacec pediu em janeiro a extensão da concessão do estatuto de empresa em reestruturação até ao final de 2018, o que permitirá avançar, caso necessário, com rescisões por mútuo acordo, até um total de 424, dos quais já foram realizadas 175 rescisões amigáveis.

Ainda assim, o presidente executivo e a responsável pelo Planeamento Estratégico da Efacec, Vanessa Loureiro, garantiram que “não está pensado nem em curso nenhum processo de despedimento”.

“Estarmos hoje com um rótulo de empresa em recuperação não é um rótulo que nos afeta, em particular. Os sinais que estamos aqui a dar hoje são sinais claros de que este é um processo de melhoria em contínuo que começou em outubro de 2015, o esforço quase todo da reestruturação já ficou para trás e os resultados de 2016 evidenciam-no, certamente que esta empresa terá sempre necessidade de se ajustar à realidade de mercado, de responder às expectativas dos seus clientes”, acrescentou Ângelo Ramalho.

A Efacec Power Solutions fechou 2016 com um lucro de 4,3 milhões de euros, que compara com prejuízos de 20,5 milhões de euros no ano anterior, que são os primeiros resultados positivos desde 2012.

Em conferência de imprensa, em Leça do Balio, concelho de Matosinhos, Ângelo Ramalho afirmou que o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) foi de 34,9 milhões de euros, “um salto de cerca de 25 milhões de euros” o que considerou “muito significativo”.

Já as receitas atingiram os 431,5 milhões de euros em 2016, mais 15,5 milhões de euros em relação a 2015.

 

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