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EIA prevê ‘redução significativa’ de utentes no Metro de Lisboa

Fotografia: Filipe Amorim/ Global Imagens
Fotografia: Filipe Amorim/ Global Imagens

De acordo com o EIA, a introdução de uma linha que liga o Rato ao Cais do Sodré, deverá levar a uma redução significativa do uso do Metro.

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) ao prolongamento do Metro de Lisboa entre o Rato e o Cais do Sodré foi alvo de 164 participações no portal “Participa”, no âmbito da consulta pública, até às 20:00 de esta quarta-feira.

Neste ‘site’, que permite participar nas consultas públicas lançadas em Portugal, são disponibilizados para consulta os documentos relativos aos processos em análise.

A consulta pública teve início em 11 de julho e termina esta quarta-feira.

De acordo com o EIA, a introdução de uma linha circular no Metro de Lisboa, ligando o Rato ao Cais do Sodré, deverá levar a “uma redução significativa do uso do transporte individual”: a estimativa do número de pessoas que deixarão de utilizar veículo próprio é de 1.232.276 no primeiro ano de operação e de 38.545.108 passageiros no período de 30 anos.

A captação de passageiros ao transporte individual ocorrerá tanto em utilizadores com mobilidade circunscrita à cidade de Lisboa como nas ligações suburbanas, “nomeadamente pela melhoria da acessibilidade à importante interface do Cais do Sodré”, que facilitará o acesso de passageiros da margem sul, reduzindo o número de transbordos.

O estudo também concluiu que a opção por uma linha circular permitirá ganhar 8.932.833 novos passageiros na rede do Metro no primeiro ano de operação, em comparação com a rede atual. Em trinta anos de operação, a estimativa aponta para mais 317.884.167 passageiros do que com a manutenção da rede atual.

É referido que os tempos médios de espera “irão ser inferiores em todos os casos, exceto na linha Vermelha, no período de ponta da manhã”.

Na linha Verde com o novo formato circular, os tempos de percurso entre as estações já existentes “irão reduzir um pouco, dado que o comboio irá circular com uma velocidade máxima de 60 quilómetros/hora, em vez da atual velocidade de 45 quilómetros/hora”, acrescenta.

O Governo anunciou em maio do ano passado que o Metropolitano de Lisboa irá ter mais duas estações até 2022 – Estrela e Santos -, estando previstas também estações nas Amoreiras e em Campo de Ourique, embora nestes dois casos sem uma data prevista de conclusão.

Foi também anunciado, além da linha circular, que a linha Amarela seria reduzida e ficaria com um percurso entre Odivelas e Telheiras (passando pelo Campo Grande). Esta alteração mantém-se na documentação disponibilizada ‘online’.

No entanto, segundo o município de Odivelas, em junho, na sequência de algumas manifestações de protesto, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, afirmou ao presidente da autarquia que a linha Amarela iria afinal ser partilhada com a circular, não sofrendo uma redução.

O projeto de expansão tem suscitado críticas em várias frentes, incluindo partidos, autarcas e utentes.

Na terça-feira, a Comissão de Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa defendeu que a linha circular, ligando o Rato e o Cais do Sodré, é uma “má solução” para a mobilidade na cidade e apelou ao chumbo do projeto.

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